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E se...?!
10/06/2019 E se eu tiver asma, como posso minimizar os sintomas?

Tosse seca, chiado no peito, dificuldade para respirar, respiração rápida e curta. Quem tem asma sabe bem o que é isso. A asma, uma doença inflamatória crônica, caracterizada pela dificuldade da entrada e saída de ar dos pulmões, devido à inflamação das vias aéreas. A asma não tem cura, mas que tem tratamento. Sendo feito de forma adequada, o tratamento pode melhorar os sintomas.

E se eu tiver asma, como posso minimizar os sintomas?

A definição do tratamento é feita a partir dos sintomas, do histórico clínico e da avaliação funcional conforme cada caso. São utilizados medicamentos para alívio rápido dos sintomas e para manutenção do controle da crise. O objetivo do tratamento da asma é melhorar a qualidade de vida da pessoa, por meio do controle dos sintomas e pela melhora da função pulmonar.

O tratamento medicamentoso, que está disponível no Sistema Único de Saúde, é realizado junto com medidas educativas e de controle dos fatores que podem provocar a crise asmática. A base do tratamento da asma persistente é o uso continuado de medicamentos com ação anti-inflamatória, também chamados controladores, sendo os corticosteroides inalatórios (bombinha) os principais. Pode-se associar também medicamentos de alívio, com efeito broncodilatador.

Em todos os casos, é preciso reduzir a exposição aos fatores desencadeantes e agravantes da asma. A cada consulta, o paciente deve receber orientações para o autocuidado - identificação precoce dos sintomas, como proceder em caso de crise, controle e monitoramento da asma -, e ser agendado para reconsulta conforme a gravidade apresentada.

A asma tem diferentes graus de gravidade, que podem evoluir ou regredir. O grau mais brando tem sintomas leves e com pausa. Manifesta-se em até dois dias por semana e até duas noites por mês. Ela pode evoluir até a um grau 4, onde ocorrem sintomas graves persistentes ao longo do dia, frequentemente durante a noite e várias vezes por semana.

Incidência

Segundo o Relatório Global da Asma de 2018, a asma mata cerca de mil pessoas todos os dias e afeta até 339 milhões de pessoas. E a prevalência está aumentando. Já no Brasil, atinge 6,4 milhões de brasileiros acima de 18 anos, segundo Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). As mulheres são as mais acometidas pela doença: cerca de 3,9 milhões delas afirmaram ter diagnóstico da enfermidade contra 2,4 milhões de homens, ou seja, prevalência de 39% a mais entre o sexo feminino.

O traço genético da asma é o responsável pela impossibilidade de "cura", exatamente como na hipertensão arterial, diabetes e outras doenças geneticamente determinadas. No entanto, frequentemente, quando a asma é leve na infância, em 50% dos casos ela desaparece na puberdade. Isso independe de ter ou não sido tratada adequadamente e, provavelmente, está relacionada às alterações hormonais que acontecem nessa idade. Em parte dessas pessoas nas quais os sintomas da asma desapareceram, eles ressurgem na idade adulta.

Fonte: Ministério da Saúde

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