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22/04/2019 Não vacinar pode causar impactos sociais e econômicos

Vamos fazer uma rápida viagem no tempo? Uma viagem de 50 anos, para uma época em que o Brasil registrava, todos os anos, cerca de 100 mil casos de sarampo e 10 mil casos de poliomielite. Melhor não, né? Melhor ficarmos por aqui, época em que vacinas como estas já não representam tanto risco...

Não vacinar pode causar impactos sociais e econômicos

Mas você já parou para pensar o que mudou neste tempo. Naquela época o país ainda não tinha um programa de vacinação definido pelo Ministério da Saúde, e apenas alguns estados ofereciam vacinas, o acesso era limitado, principalmente para as crianças. Sim, isso mesmo, foi a vacinação que afastou o risco de epidemias destas e de outras doenças.

À medida que o programa de imunização do Ministério da Saúde foi se estruturando e se fortalecendo, sendo reconhecido mundialmente pela oferta de vacinas gratuitas, a população foi se vacinando, entendendo a importância, e doenças contagiosas foram erradicadas. Hoje o Brasil não tem mais casos de pólio, de difteria e coqueluche, graças ao programa de imunização.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas evitam entre 2 milhões e 3 milhões de mortes por ano. Mas de uns tempos para cá o mundo tem assistido ao crescimento de um movimento antivacina. Claro que as pessoas podem escolher, mas será que as pessoas que fazem parte e aderem a este movimentos têm a noção e a dimensão de que um dos maiores avanços contra as doenças na história da humanidade são as vacinas e que quando a cobertura vacinal cai, podem surgir epidemias?

Foi o que aconteceu no Estado do Amazonas ano passado. O estado enfrentou um surto de sarampo com mais de 10 mil casos e 13 mortes em crianças menores de 5 anos.

A nova geração de pais não viu ou não vivenciou casos de sarampo e de outras doenças porque foi vacinada quando criança. Eles não sabem da gravidade destas doenças. Por isso a informação é tão importante. Afinal, ao não levar uma criança para se vacinar, os responsáveis estão tirando a chance dela se proteger.

Quando uma a população deixa de ser vacinada, as pessoas ficam suscetíveis, possibilitando a circulação de agentes infecciosos. E quando isso vai se multiplicando, não comprometem apenas quem deixou de se vacinar, mas também aqueles que não podem ser imunizados, seja porque ainda não têm idade suficiente para entrar no calendário nacional, seja porque sofrem de algum comprometimento imunológico.

Mas não é só isso. A vacinação está muito além de uma medida de proteção individual e da sociedade. O impacto econômico e social de uma baixa cobertura vacinação também é enorme. Quando uma pessoa fica doente ela tem que parar de trabalhar, ela vai deixar de ir ao serviço. Se ela tem uma carteira assinada ela vai ficar no INSS, se ela não tem, naquele período que ela está doente, vai deixar de ter a sua remuneração. Além disso, o impacto envolve áreas diversas. Um exemplo é o turismo. Quando há surtos de doenças as pessoas deixam de visitar o país, ou seja, o turismo diminui, o que impacta a economia.

Fonte: Ministério da Saúde

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