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Alimentação
11/03/2019 Como uma criança pode ter alimentação saudável na escola?

Para pais com filhos em idade escolar uma dúvida é recorrente: como manter a alimentação saudável na hora do lanche? Na correria do dia a dia muitas vezes a saída são as cantinas, mas será que esta é uma boa solução?

Como uma criança pode ter alimentação saudável na escola?

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense 2015) apontam que 54% dos estudantes de escola pública e 92% das particulares relataram que tinham cantina ou ponto alternativo de venda de lanches no interior ou entrada das instituições. Entre os alimentos citados que poderiam ser adquiridos nestes lugares estavam, as guloseimas como balas, confeitos, doces, chocolates, sorvetes, dimdim, sacolé, chupe-chupe, refrigerantes e salgadinhos industrializados.

Produtos ultraprocessados, como estes, contribuem com uma elevada densidade energética, possuem menor quantidade de fibras, vitaminas e minerais; excesso de gorduras, açúcar e/ou sódio na alimentação dos escolares destes estudantes. Eles são prejudiciais na saúde, principalmente na ocorrência de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT), como obesidade, o câncer, diabetes, hipertensão, obesidade e as cardiovasculares.

Uma alimentação saudável evita que ao longo dos anos as crianças e adolescentes desenvolvam problemas que irão atrapalhar a qualidade de vida deles. Por isso, é fundamental que os pais insiram alimentos in natura ou minimamente processados na lancheira das crianças.

Como fazer isso na prática? O Ministério da Saúde recomenda que os pais e cuidadores, junto com as crianças e adolescentes, façam um planejamento semanal dessas refeições. Deve-se, sempre, levar em conta a necessidade de alimentos fontes de energia, de preferência integral ou rico em fibras, que aumentam a saciedade da criança, como sanduíches naturais, pães caseiros, cookies integrais, batata doce cozida, milho cozido, pipoca de panela, aveia, frutas, entre outros.

Além disso, pode-se optar, preferencialmente, por alimentos regionais e produtos básicos, in natura ou minimamente processados, tendo as frutas, como uma das principais opções, já que são excelentes fontes de vitaminas e minerais. Os legumes e verduras, também, podem ser adicionados à lancheira de forma divertida com variedade de cores e sabores como a cenoura, beterraba, tomate e alface, entre outros, tornando esse processo de escolha dinâmico e divertido. Prefira sempre as frutas, verduras e legumes da estação para compor a lancheira dos pequenos.

Para a bebida, a água é uma boa opção, mas também podem entrar na lancheira a água de coco, sucos de frutas natural ou chás gelados feitos em casa, evitando-se o consumo de sucos de caixinha ou em pó, achocolatados e outras bebidas ricas em açúcar livre, gordura e aditivos como corantes e conservantes. É importante lembrar que deve-se usar uma lancheira térmica, que conserve a temperatura adequada no transporte dos alimentos, evitando assim que eles estraguem.

Para crianças menores de dois anos as preparações que levam açúcar não devem compor a lancheira destes pequenos. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Ministério da Saúde têm orientado a não consumir açúcar antes de dois anos de idade. Sendo assim, deve-se evitar o consumo de preparações feitas com açúcar e bebidas como sucos de caixinha ou em pó.

Fonte: Ministério da Saúde

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