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Atitude saudável
04/02/2019 Aedes aegypti: conheça o inimigo

O que a dengue, a zika e a chikungunya têm em comum? Além de sintomas semelhantes elas são arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Certamente você já ouviu falar neste verdadeiro vilão, mas será que conhece suas principais características e, principalmente, como ele se comporta? É bom saber, porque o combate a este inimigo é fundamental para prevenir casos destas três doenças.

Aedes aegypti: conheça o inimigo

Para começar, é preciso saber que ele é perigoso e oportunista. O perigo, claro, vem do fato de ele ser o vetor das três doenças. Já o oportunismo pode ser explicado por seus hábitos. Como ele vive dentro ou ao redor de domicílios e locais frequentados por pessoas, sua presença é mais comum em áreas urbanas e a infestação é mais intensa em regiões com alta densidade populacional e em locais de ocupação desordenada. Como ele tem hábitos domésticos, a maior parte dos focos é encontrada nas residências (dentro e fora da casa).

Por isso a prevenção é a melhor forma de combater a dengue, a zika e a chikungunya. Na prática, se prevenir significa evitar que o mosquito que transmite os vírus das doenças, o Aedes aegypti, se prolifere. Mas para vencer o inimigo, não tem jeito, é preciso conhecê-lo muito bem.

O Aedes aegypti tem hábitos preferencialmente diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Mas, oportunista como é, pode picar à noite também. Ele vive em torno de 30 dias e a fêmea coloca centenas ovos de cada vez. Ela é capaz de realizar inúmeras posturas no decorrer de sua vida, já que copula com o macho uma única vez, armazenando os espermatozoides.

Os ovos são postos milímetros acima da superfície da água, em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d'água descobertas, pratos de vasos de plantas ou qualquer outro que possa armazenar água. Estes ovos, distribuídos por diversos criadouros, adquirem resistência ao ressecamento apenas 15h após a postura.

A partir de então, eles podem resistir até cerca de um ano em um local seco. Ou seja, os ovos sobrevivem por muitos meses até que surjam as condições ideais para sua eclosão. Temperaturas elevadas e chuvas são fatores que propiciam a eclosão dos ovos. Por isso a infestação do mosquito é mais intensa no verão. Isso, no entanto, não significa que o perigo esteja restrito a uma única estação. Não está!

Por isso, para evitar a infestação do Aedes aegypti, é preciso adotar medidas permanentes de controle. Isso significa atenção constante com a água parada, que é o meio propício para sua reprodução. Não havendo água parada, as fêmeas não têm um lugar adequado para que seus ovos se desenvolvam, diminuindo, consequentemente, a população de mosquitos adultos. Mas como os ovos ficam na parede do recipiente e resistem um longo período em local seco, não basta retirar a água, é importante, também escovar e lavar bem.

Por tudo isso, as ações preventivas de eliminação de focos dependem do empenho da população e devem ser feitas durante todo o ano. Ou seja, para evitar a infestação do Aedes aegypti, é preciso adotar medidas permanentes de controle. Na prática isso significa dedicar 10 minutos por semana para identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito.

Apenas 10 minutos por semana pode parecer pouco, mas este intervalo é determinado pelo ciclo de vida do mosquito transmissor da dengue. Como este ciclo leva, do ovo até a fase adulta, cerca de 7 a 10 dias, se a verificação e eliminação dos criadouros forem realizadas uma vez por semana, será possível evitar o nascimento de novos mosquitos.

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