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Seu filho
11/06/2018 Obesidade infantil: tire suas dúvidas

Má alimentação, modos de comer e de viver da atualidade e também o sistema alimentar comum e vigente no meio em que se vive. Segundo o Ministério da Saúde (MS), tudo isso está relacionado ao sobrepeso e à obesidade.

Obesidade infantil: tire suas dúvidas

Para o MS, o desequilíbrio do balanço energético que determina o excesso de peso decorre, em parte, pelas mudanças do padrão alimentar aliados à reduzida prática de atividade física, tanto no período laboral como no lazer. As causas não são apenas individuais, mas também ambientais e sociais.

Especialmente em relação ao sobrepeso é à obesidade infantil, é fundamental investir em ações de educação e formação de hábitos de vida saudáveis, promoção de ambientes saudáveis, proteção contra estratégias que dificultem ou confundam as crianças para adoção de alimentação saudável.

Parece simples, mas, na prática, ainda há muitas dúvidas e questionamentos relacionados à obesidade, sobretudo à obesidade infantil. Confira, então, quatro questões importantes levantadas e esclarecidas pelo Blog da Saúde, do Ministério da Saúde:

Há outros motivos que levam à obesidade além da alimentação inadequada?

A obesidade é multifatorial. Ainda que o ganho excessivo de peso esteja relacionado diretamente ao consumo alimentar e prática de atividade, diversos fatores impactam fortemente nessas práticas. As causas da obesidade não são apenas individuais, mas também ambientais e sociais, sobre as quais o indivíduo, em muitas ocasiões, tem pouca capacidade de interferência.

Grande exposição das crianças à publicidade de alimentos não saudáveis, comercialização de alimentos não saudáveis em escolas, baixo acesso e disponibilidade a alimentos saudáveis, dificuldade de acesso a informações confiáveis sobre alimentação saudável, rotulagem nutricional pouco clara, baixo preço de alimentos não saudáveis e estrutura insuficiente ou inadequada para prática de atividade física são exemplos de motivos que contribuem para a obesidade.

Quando uma criança é considerada obesa e quando ela está apenas acima do peso?

Há diversos métodos para avaliar se o peso de uma pessoa é excessivo. Na prática clínica cotidiana e para a avaliação em nível populacional, recomenda-se o uso do Índice de Massa Corporal (IMC) por sua facilidade de mensuração e por ser uma medida não invasiva e de baixo custo. O IMC é estimado pela relação entre o peso e a altura do indivíduo, expresso em kg/m2 (ANJOS, 1992). O IMC, além de classificar o indivíduo com relação ao peso, também é um indicador de riscos para a saúde e tem relação com várias complicações metabólicas.

A Caderneta de Saúde da Criança apresenta uma tabela no qual indica o IMC da criança partir do peso e altura. Este valor é plotado na curva, em relação à idade, e assim permite a avaliação do estado nutricional da criança.

O que a obesidade interfere na vida da criança a longo prazo?

Crianças com obesidade aos 2 anos tem 75% de chance de ser obeso na vida adulta. O desenvolvimento de obesidade infantil está relacionado com o desenvolvimento de diversas doenças a curto e longo prazo, como diabetes, resistência a insulina, hipertensão, dislipidemias, distúrbios psicológicos, complicações gastrointestinais, doenças cardiovasculares.

Qual o primeiro passo para ajudar uma criança obesa ou com sobrepeso?

É fundamental que haja acompanhamento profissional para realização do diagnóstico de sobrepeso ou obesidade nas crianças e orientação quanto ao tratamento mais adequado. Os pais e cuidadores devem estar sensibilizados para o problema, no entanto, é imprescindível que não haja culpabilização nem da criança e nem dos pais nesse momento. Deve-se buscar estratégias efetivas e sustentáveis no âmbito individual, familiar, escolar, comunitário e nos demais espaços em que a criança está inserida, de forma que a adoção de hábitos de vida mais saudáveis seja facilitado e promovido.

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