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Atitude saudável
02/01/2018 Estudo mostra que remédio inédito para enxaqueca pode cortar crises pela metade

Quem sofre de enxaqueca sabe que a dor de cabeça não é um simples desconforto. Náuseas, tonturas, fotofobia e incapacidade de realizar até mesmo tarefas simples são alguns dos sintomas de quem é acometido pela doença. Mas um estudo realizado por pesquisadores do King’s College de Londres avaliou 955 pacientes e constatou que o remédio utilizado cortou pela metade as dores em voluntários com uma média de oito crises de enxaqueca por mês.

O remédio utilizado pela pesquisa britânica pertence ao laboratório Novartis e é um anticorpo monoclonal sintetizado em laboratório. Durante o estudo, dois terços dos participantes tomaram injeções mensais do medicamento, enquanto o restante ficou no placebo. Depois de quatro meses, o número de crises do grupo que tomou o remédio caiu para menos de quatro a cada 30 dias.

Para o neurologista coordenador do Departamento de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia, como não há remédios específicos para a enxaqueca o fato é um avanço animador. Pois quem tem um quadro crônico deve tomar medicações feitas para outros problemas, como epilepsia, depressão e até doenças cardíacas. Apesar funcionarem, podem causar efeitos colaterais consideráveis.

O remédio é direcionado para uma molécula específica do sistema nervoso, a CGRP, que está ligada à enxaqueca. Embora não seja possível afirmar que a CGRP seja responsável pelo surgimento da doença, pois esta é multifatorial, com boa parcela de culpa da genética, silenciá-la é a principal aposta da ciência para dar um basta às crises.

Além deste fármaco, outros três princípios ativos com efeito similar estão sendo testados. A estimativa é que tais medicamentos estejam disponíveis para o público daqui a um ano e meio, no formato de injeções mensais.

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