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13/11/2017 Superbactérias: saiba mais sobre esta ameaça real O uso de antibióticos adequados para o tipo de infecção, no tempo correto e na dosagem correta é fundamental para evitar a sobrevivência de bactérias mais resistentes

Bactérias que se tornam mais fortes por causa do uso de antibióticos de forma errada. O que pode parecer uma profecia alarmista é na verdade uma realidade nos sistemas de saúde de todo o mundo. A explicação para o surgimento de bactérias mais resistentes está na teoria da seleção natural. Quando são expostas aos antibióticos, um grupo pequeno de bactérias mais fortes pode sobreviver e posteriormente se reproduzir. Isso significa que, a cada geração, as bactérias mais resistentes dão origem a outras bactérias que também são resistentes.

Essa resistência pode surgir por uma mutação que dá ao microrganismo condições de resistir ao medicamento. Também pode acontecer pela troca de material genético entre microrganismos comuns com microrganismos resistentes.

Quando o microrganismo é resistente a mais de um tipo de medicamento dizemos que ele é multirresistente aos antimicrobianos. O problema é mais frequente com antibióticos, mas também afeta antivirais, antifúngicos e antiparasitários. Antimicrobiano é o nome comum para todos estes medicamentos.

Por isso, o uso de antibióticos adequados para o tipo de infecção, no tempo correto e na dosagem correta é fundamental para evitar a sobrevivência de bactérias mais resistentes. Além disso, outros fatores também contribuem para o surgimento de superbactérias. Conheça os principais:

• Tratamento maior ou menor que o recomendado pelo médico

• Uso de antibiótico para tratar doenças que não são infecções bacterianas, exemplo, gripe

• Uso de antibiótico não indicado para o tipo de bactéria que está causando a infecção

• Uso inadequado de antibióticos na área veterinária, especialmente em animais utilizados para o consumo humano

• Falta de um bom controle de infecções nos serviços de saúde

Tanto pacientes quanto profissionais da saúde também têm um papel importante no combate a este problema. Conheça algumas medidas:

Pacientes

• Utilize antibiótico somente com receita de um profissional habilitado.

• Não use antibióticos que sobraram de tratamentos anteriores.

• Não divida seu medicamento com outra pessoa, pois a infecção pode ser diferente.

• Não tome antibiótico para gripe. Gripe é uma doença provocada por vírus e não é tratada com esse tipo de medicamento.

• Consulte sempre um médico antes de consumir medicamentos. Uma dor de garganta, por exemplo, nem sempre significa uma infecção e, na maioria das vezes, não é necessário consumir antibióticos.

• Termine o tratamento, conforme a orientação do médico, mesmo que já esteja se sentindo melhor.

• Previna infecções com medidas simples como lavar as mãos, manter a vacinação em dia, cobrir nariz e boca ao espirrar e fazer sexo protegido.

Profissional responsável pela prescrição

• Investigue o tipo de agente que pode estar causando a doença.

• Busque evidência clínica, laboratorial ou por imagem para o diagnóstico.

• Verifique qual parte do corpo concentra a infecção.

• Informe-se sobre o perfil de sensibilidade dos antibióticos utilizados em seu hospital antes de prescrever.

• Converse com outros especialistas.

• Monitore o paciente e reduza a prescrição quando possível.

Profissionais de saúde como enfermeiros, fisioterapeutas e farmacêuticos

• Cuide da limpeza das mãos, dos instrumentos de trabalho e do ambiente no serviço de saúde.

• Antes de dispensar ou administrar antimicrobianos, verifique se estão prescritos conforme as diretrizes de tratamento.

• Relate os casos de resistência à comissão de controle de infecção hospitalar.

• Oriente os pacientes sobre o uso correto dos antimicrobianos e os perigos da automedicação.

• Converse com o paciente sobre prevenção de infecções como vacinação, higiene das mãos, sexo seguro entre outros.

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