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Porções exageradas pesam na conta da obesidade 13/05/2019 Porções exageradas pesam na conta da obesidade Para você, qual a quantidade ideia de comida no prato? Se você estiver em sintonia com o mundo, pode ser que a porção de comida que coloca no prato seja exagerada.

Estudo realizado por equipe internacional de pesquisadores, que contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), mostra que porções exageradas são comuns em restaurantes mundo afora. O estudo publicado no British Medical Journal pesou e mediu o valor calórico de refeições em restaurantes populares no Brasil, China, Finlândia, Gana e Índia.

O resultado mostrou que 94% das refeições à la carte e 72% dos pratos servidos em fast-foods continham mais de 600 quilocalorias. Mais que o consumo energético por refeição recomendado pelo Sistema de Saúde da Inglaterra (NHS). Os pesquisadores encontraram, ainda, uma relação significativa entre o peso da porção servida e o seu conteúdo calórico.

Obesidade

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a obesidade uma epidemia global que aumenta o fator de risco para doenças como cardiopatias, AVC e diabetes. Estima que 1,9 bilhão de adultos tenham sobrepeso, sendo 600 milhões com obesidade. A obesidade é um problema mundial, causado por vários fatores como sedentarismo, ingestão de alimentos processados, açúcar e também pela quantidade excessiva de comida ingerida.

Conforme publicado pelo Jornal da USP, Vivian Suen, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), uma das autoras do artigo, uma parcela da população pode estar confundindo fome com vontade de comer. “Esse estudo mostra que para combater a obesidade é preciso também olhar para esses excessos”, disse.

Compensação

A pesquisadora explica que as porções exageradas têm efeito também no chamado mecanismo compensatório. “Normalmente, quando uma pessoa não obesa faz um almoço muito reforçado, ela tende a sentir menos fome e comer menos no jantar, por exemplo. Porém, e isso já foi muito estudado pelo grupo de pesquisadores da Tufts University, os obesos perderiam essa percepção. Portanto, não ocorre mais essa regulação de comer menos na refeição subsequente”, disse.

Ela destaca que outro problema é que o organismo de pessoas obesas também cria resistência para a perda de peso. Segundo explica, o que conta é o conteúdo calórico total no longo prazo. Claro que a qualidade do alimento também é importante. Comer carboidrato de má qualidade, gordura saturada, carboidrato simples, isso contribui para doenças relacionadas ao excesso desses alimentos. Mas o ganho de peso está relacionado mesmo ao excesso de calorias

Fonte: USP

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