Fechar rede
Siga-nos
Governo do Estado do Rio de Janeiro
Menu
Home Busca Menu Redes
Dia Mundial de Doação de Leite Humano: especialistas promovem ações para sensibilizar a sociedade 19/05/2022 Dia Mundial de Doação de Leite Humano: especialistas promovem ações para sensibilizar a sociedade Secretaria de Estado de Saúde e Instituto Fernandes Figueira trabalham em conjunto para promover, proteger e apoiar iniciativas de aleitamento e doação de leite materno

 
Mais que uma ação solidária, a doação de leite humano, não importando a quantidade, é um gesto capaz de salvar vidas. Isso porque o leite materno é um alimento precioso nos momentos iniciais da vida da criança, sendo fundamental para bebês impossibilitados de serem amamentados pelas próprias mães, como é o caso de prematuros e recém-nascidos que ficam internados. Neste 19 de maio, Dia Mundial de Doação de Leite Humano, a Secretaria de Estado de Saúde (SES), em parceria com o Instituto Fernandes Figueira (IFF) promove ações voltadas para a sensibilização da sociedade a respeito da importância da iniciativa, e em prol da promoção, da proteção e do apoio ao aleitamento materno. Para celebrar a data, será realizado o fórum “Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (Rbblh): Inovando em defesa da vida”, alusivo à doação, com transmissão ao vivo pelo canal da rBLH no YouTube (https://www.youtube.com/c/RedeBancosdeLeiteHumano).

- O Grupo Técnico Interinstitucional de Aleitamento Materno da SES e a Comissão Estadual de Banco de Leite Humano, coordenada pelo IFF, trabalham em conjunto para promover, proteger e apoiar iniciativas de aleitamento e doação de leite materno. Tentamos mobilizar gestores e funcionários das maternidades para que mudem condutas e rotinas de boas práticas do pré-natal, parto e nascimento - afirma Maria da Conceição Monteiro Salomão, coordenadora da Área Técnica de Aleitamento Materno da SES.

O tempo de internação hospitalar por ocasião do parto é curto, de cerca de 24 a 48 horas. Para atuar na promoção da amamentação de forma continuada, a área técnica de Aleitamento Materno da SES reforça a importância do envolvimento da rede básica de saúde nesta ação, para que as gestantes e mães possam ser apoiadas desde o pré-natal e ao longo do acompanhamento materno-infantil, com vistas à amamentação exclusiva por seis meses, e complementada com uma alimentação saudável até os 2 anos ou mais.

- As unidades básicas de saúde, em conjunto com as maternidades, devem incentivar o aleitamento materno enquanto prática universal, contribuindo significativamente para a saúde e bem-estar dos bebês, suas mães e famílias - ressalta a coordenadora.

Inúmeras ações que buscam mobilizar a população para a importância da doação foram programadas neste 19 de maio, nas mais diferentes regiões que integram a Rede Global de Bancos de Leite Humano:

- Além do fórum, promovemos debates sobre a importância do aleitamento materno e da doação de leite humano e divulgamos os bancos nos estados e municípios brasileiros. Alguns têm campanhas próprias e grande parte dos bancos de leite humano celebram a data com eventos - explica Danielle Aparecida da Silva, coordenadora do Centro de Referência de Bancos de Leite Humano do IFF.

As especialistas lembram que a amamentação é um direito garantido por lei. No entanto, é necessária uma legislação trabalhista e social que garanta esse suporte às lactantes que trabalham. São raros os espaços adequados, em empresas públicas e privadas, que promovam a continuidade à amamentação, através da retirada do leite durante a jornada de trabalho, após o retorno das mães às atividades laborais:

- Toda mãe tem o direito de amamentar seus filhos. No trabalho, na faculdade, em casa e até quando estão privadas de liberdade. O aleitamento é também um direito da criança e, segundo o artigo 9º do Estatuto da Criança e do Adolescente, é dever do governo, das instituições e dos empregadores garantir condições propícias ao aleitamento materno - lembra Danielle Aparecida.

Conceição lista uma série de práticas indesejadas durante o processo de amamentação, tais como o afastamento da mãe e do bebê nas primeiras horas após o parto e o uso de bicos artificiais, chupetas e mamadeiras, bem como a prescrição de outros líquidos que não sejam o leite materno na dieta do lactente antes dos 6 meses.

- Mães e bebês precisam estar juntos desde o momento do parto até a alta hospitalar, sempre que houver condições clínicas para tal. Bebês recém-nascidos devem ser amamentados na primeira hora após o parto. O colostro, aquele leite amarelado e grosso que a mãe produz nos primeiros dias após o nascimento, é muito nutritivo e ajuda a proteger o bebê contra infecções - diz Conceição.

O leite materno é o melhor alimento que um bebê pode ter. É de fácil digestão e promove um melhor crescimento e desenvolvimento, além de proteger contra doenças. Mesmo em ambientes quentes e secos, o leite materno supre as necessidades de líquido de um bebê. Água e outras bebidas não são necessárias até o sexto mês de vida. Dar ao bebê outro alimento, que não o leite materno, aumenta o risco de diarreia ou outra doença.

As especialistas alertam: toda mulher que amamenta é uma potencial doadora de leite materno, basta estar saudável e não estar tomando nenhum medicamento que interfira na amamentação.

- Se você está amamentando, seja uma doadora e ajude quem precisa. Isso é muito importante. Quem quiser doar pode procurar o banco de leite humano mais próximo ou ligar para o Disque Saúde, pelo número 136 - acrescenta Danielle Aparecida.

Telefones úteis