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Campanha contra febre amarela no Estado do Rio começa pela Central do Brasil 14/02/2019 Campanha contra febre amarela no Estado do Rio começa pela Central do Brasil SES terá 35 postos de vacinação até maio e meta é imunizar 95% do público-alvo

A Central do Brasil, espaço de grande circulação de pessoas, foi o local escolhido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) para realizar uma nova ação de bloqueio contra a febre amarela. A vacinação acontecerá de 18 a 21 de fevereiro, das 8h às 13h, e a expectativa é que cerca de 500 pessoas sejam imunizadas nos quatro dias. A SES tem como objetivo vacinar 4 milhões de pessoas e alcançar a cobertura vacinal de 95% do público-alvo. Até o momento já foram imunizados cerca de 11 milhões de pessoas, o que representa a 73% da meta.

Para alertar a população com relação à importância da vacinação e evitar um surto da doença, a SES montou uma estratégia de imunização que vai até maio com 35 postos de vacinação em lugares diferentes. Além da Central do Brasil, as doses padrão estarão disponíveis na Praça XV, Calçadão de Nova Iguaçu, São João de Meriti, Rodoviária Novo Rio, Ceasa, Mercado São Pedro, etc.

Edmar Santos, secretário de Estado de Saúde, explica que a SES elaborou um planejamento amplo com a finalidade de reforçar o cinturão de bloqueio contra a doença.

- São lugares estratégicos em que haverá postos para ampliar a cobertura vacinal até maio. A dose é a garantia contra a febre amarela que também se encontra disponível o ano inteiro nos postos municipais. É importante que a população se proteja com a vacina – alertou Edmar.

No posto fixo montado na Central do Brasil, 12 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, vão atender a população. O Corpo de Bombeiros também participará da campanha com corpo técnico e suporte na parte estrutural.

A Praça XV, no Centro, será o segundo local de atendimento do posto fixo de vacinação da SES. Ele funcionará de 25 a 28 de fevereiro, no mesmo horário da primeira ação. A partir de março, haverá postos fixos na Central do Brasil e na Praça XV e volantes: Calçadão de Bangu, Praça das Nações, Rodoviária de Campo Grande, Shopping Nova América, entre outros locais, com vacinação até o dia 30 de maio.

Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe, a vacina tem restrições para alguns grupos.

- Ela não é indicada a bebês menores de 9 meses, pessoas com contraindicações especiais (pacientes imunodeprimidos, com doenças hematológicas graves, entre outras) e grávidas - explicou Chieppe.

TIPOS DA DOENÇA
Há dois tipos de febre amarela – silvestre e urbana. As duas são causadas pelo mesmo vírus e causam a mesma doença, mas se diferem pelo vetor de transmissão. A urbana é transmitida pelo Aedes aegypti e, de acordo com o Ministério da Saúde, desde os anos 40, o Brasil não registra casos deste tipo da doença.

Já a silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabeths, insetos de hábitos estritamente silvestres. A febre amarela silvestre é endêmica em algumas regiões do país, principalmente na região amazônica. Trata-se de uma doença infecciosa febril aguda, transmitida exclusivamente pela picada de mosquitos infectados.

CASOS EM MACACOS
Vale lembrar que o macaco não transmite a doença. Ele é também vítima do mosquito e serve de alerta para identificar a presença do vírus em determinado local. Ao todo, 19 municípios têm casos confirmados de febre amarela em macacos em 2018. São eles: Angra dos Reis, Araruama, Barra Mansa, Barra do Piraí, Cachoeira de Macacu, Duas Barras, Engenheiro Paulo de Frontin, Itatiaia, Miguel Pereira, Mangaratiba, Paraty, Petrópolis, Rio de Janeiro, São Pedro da Aldeia, Silva Jardim, Tanguá, Valença, Vassouras, e Volta Redonda.

SINTOMAS
Os principais sintomas da febre amarela são dor de cabeça, febre, amarelamento da pele, dores musculares e articulares, náuseas, indisposição, entre outras manifestações. Em 2018, foram registrados 262 casos de febre amarela silvestre em humanos, com 84 óbitos. Os mosquitos Haemagogus e Sabethes são os transmissores da febre amarela silvestre. Já em 2019, a SES não registrou casos da doença.

 

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