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SES promove discussão sobre tuberculose no estado 05/08/2018 SES promove discussão sobre tuberculose no estado Dia Estadual reforça a importância do diagnóstico e conclusão do tratamento

O Dia Estadual de Conscientização, Mobilização e Combate à Tuberculose, que acontece em 6 de agosto, tem por finalidade sensibilizar a população sobre a importância do diagnóstico e da adesão ao tratamento. Os dados reforçam a necessidade do alerta. Em 2016, o Estado do Rio de Janeiro apresentou cerca de 15 mil registros, sendo aproximadamente 12 mil novos casos. Apesar dos números, a tuberculose tem cura e o tratamento é gratuito. Para debater o tema, acontecerá o seminário “Tuberculose: urgente! É preciso transformar esta realidade!” no dia de mobilização contra a doença. O evento será realizado na Escola de Gestão Penitenciária, Rua Senador Dantas 15/5º andar, Centro, das 9h às 17h.

Oferecido na rede pública, o diagnóstico da doença é feito através de um exame chamado baciloscopia (escarro). Além disso, o raio-x do tórax ajuda na identificação da enfermidade. Segundo a coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose da Secretaria Estadual de Saúde, Ana Alice Pereira, quanto antes aderir ao tratamento melhor. Ela explica que tosse seca com catarro, às vezes com sangue; por mais de três semanas, pode ser sinal de tuberculose e o indicado é ir ao posto de saúde buscar ajuda.

A tuberculose é uma doença contagiosa e sua transmissão é causada por uma bactéria (Bacilo de Koch). O contágio se dá pelo ar, tosse, espirro, fala e em ambientes fechados com horas de convivência. O doente apresenta cansaço excessivo, febre baixa, falta de apetite, emagrecimento, fraqueza, prostração, sudorese noturna (transpiração), entre outras reações.

A tuberculose atinge principalmente os pulmões, prejudicando o sistema respiratório do paciente. O bacilo só é ativado quando a imunidade da pessoa está baixa. Por isso, é importante ventilar o local, evitar aglomerações e reforçar o organismo com alimentação regular.

Em 2016, cerca de 12 mil novos casos foram registrados no Estado do Rio de Janeiro. O que realça a importância da mobilização contra a doença, segundo a coordenadora do Programa de Tuberculose.

Segundo dados da OMS, a taxa de abandono do tratamento é de cerca de 14% . Para que seja eficaz, o processo tem duração mínima de seis meses, e é muito importante que não seja interrompido, já que com 60 dias os pacientes já apresentam melhora e com 15 dias de medicação, eles deixam de transmitir a doença. A interrupção pode tornar a bactéria resistente às drogas, fazendo com que o tratamento seja mais prolongado: mínimo de 18 meses.

O controle da tuberculose é atingido quando ocorre a incidência de três casos por 100 mil habitantes, contudo, em 2016, o Estado do Rio de janeiro apresentou 70 casos para 100 mil habitantes. O Dia Estadual de Conscientização, Mobilização e Combate à Tuberculose busca mobilizar a sociedade com relação à questão, debater o tema e acolher os pacientes na rede de saúde.

 

A doença
A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria, a Mycobacterium tuberculosis, conhecida também como Bacilo de Koch. A bactéria afeta principalmente os pulmões, mas também pode atingir outros órgãos e tecidos, como as meninges, pleura, rins, gânglios, pele, olhos e aparelho genital (Tuberculose Extrapulmonar).

 

Mais suscetíveis
A alta densidade demográfica, em várias regiões do Estado do Rio de Janeiro, possibilita a circulação do bacilo, especialmente em ambientes com pouca ventilação e ausência de sol. Os moradores de rua, a população privada de liberdade e os albergados são mais suscetíveis à tuberculose.

 

Tratamento longo
O tratamento é longo, com duração mínima de seis meses, e é muito importante que não seja interrompido. A interrupção do tratamento pode levar a recaídas da doença, com uma forma já resistente às drogas, cujo tratamento já será mais prolongado (mínimo de 18 meses).

 

Prevenção
Para prevenir as formas graves da doença, como a meningite, por exemplo, é necessário imunizar as crianças obrigatoriamente, no primeiro ano de vida ou no máximo até cinco anos, com a vacina BCG. Crianças soropositivas ou recém-nascidas que apresentam sinais ou sintomas de AIDS não devem receber a vacina. A doença não é transmitida através de objetos compartilhados, como copos, talheres e pratos. Ao tossir, espirrar ou falar, os doentes eliminam bacilos no ar e podem transmitir a doença. Em ambientes fechados, esses bacilos podem ser inalados por quem convive por muitas horas neste espaço.

 

Tuberculose X AIDS
Os soropositivos são mais vulneráveis à doença. Pessoas vivendo com HIV/AIDS têm maior probabilidade de adoecer quando entram em contato com outra pessoa que esteja transmitindo a doença. Recomenda-se que ele procure um médico para fazer o tratamento com medicação adequada para evitar a evolução da doença.

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