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Mãe e filha na luta pela vida 11/05/2018 Mãe e filha na luta pela vida Quando superação e Vitória viraram sinônimos na vida de uma das mães atendidas pelo Hospital Estadual da Criança

Ao batizar a filha com o nome de Vitória em 2007, a carioca Luciana Lemos da Silva, de 44 anos, não imaginava o quanto este nome significaria no decorrer de sua vida. Há cerca de dois anos, a criança amorosa de sorriso largo e cheia de planos, foi diagnosticada com uma grave doença oncológica, mas ao contrário do que se esperava, Vitória Lemos de Oliveira vem mostrando um outro lado de encarar este desafio. Entre idas e vindas para o Hospital Estadual da Criança, onde é atualmente tratada, Luciana se enche de orgulho ao falar sobre a filha.

- A gente nunca espera encarar uma doença grave tão de repente na vida, mas a forma com que Vitória está lidando com essa fase é uma lição de vida pra mim, como mãe. Ela sempre dizia “eu vou entrar (no hospital), vou tomar meu remédio e vou voltar pra casa. Eu não vou sentir mais nada!” E com essa reação, eu só me enchia de força para vencer com ela – destaca a mãe.

Luciana e Vitória sempre foram muito unidas e, apesar da rotina intensa de trabalho da mãe, sempre tinham alguma programação no final de semana juntas. Em um dia desses, durante uma festa, Vitória reclamou de uma intensa dor na perna e foi levada ao médico. Após quase um mês em busca de respostas, Luciana descobriu o tumor da filha e foi encaminhada para iniciar o tratamento no Hospital da Criança, em Vila Valqueire.

- No primeiro dia que eu fiquei no hospital fiquei tão abismada com o bom atendimento que por alguns momentos esqueci que era um serviço prestado em uma unidade pública. Vitória teve toda a assistência necessária e não teve problema com uma consulta sequer – destaca Luciana sobre o atendimento na unidade do Estado.

Ela ainda registra o quanto a assistência da equipe como um todo foi importante para auxiliar na superação que a pequena Vitória desenvolveu.

- Na época que ela perdeu o cabelo doeu mais em mim do que nela. Ela chegou a receber doação de cabelo de várias amiguinhas da escola, em solidariedade ao caso dela, mas não aceitou! Preferiu direcionar para outros locais que precisassem e esperou pacientemente o seu cabelo crescer. As psicólogas do hospital tiveram um papel muito importante, tiraram o medo dela e a fizeram encarar o problema – ressalta a mãe, que ainda conta emocionada o momento que sua filha retomou as aulas este ano. – Primeiro dia de aula e ela chegou já dando uma “palestra”, emocionando todo mundo – completa.

Por iniciativa própria, Vitória chamou o professor, pediu permissão e explicou tudo o que aconteceu com ela para a turma. O coração de mãe não se aguentou ao receber o retorno das pessoas em uma reunião da escola, quando a chamaram para parabenizá-la pela filha e que já havia feito a escola toda chorar de emoção.

Além de apoiar a vontade da filha de seguir a carreira militar, Luciana se orgulha quando a pequena comenta que um dos seus desejos é montar uma casa para abrigar pessoas que precisam fazer tratamento e não têm onde ficar. Vitória também já abriu mão dos presentes de aniversário – que acontecerá no meio do ano – e diz que irá entregar tudo para instituições de caridade. Ela quer apenas um computador para se dedicar mais aos estudos.

Com tantos exemplos de vida em tão pouca idade, Vitória, que tem apenas 10 anos, já mostrou que superação não é só coisa de adulto. Segundo sua mãe, ela nunca deixou a peteca cair, mostrando sempre uma grande lição que a fortalece como mãe para a vida toda.

- O Dia das Mães se torna ainda mais especial a cada ano que se passa e vemos a evolução clínica e a superação de Vitória. Ela é chamada pra conversar, quando pode, com os novos pacientes do hospital e mostrar que existe o lado bom e, sim, que é possível superar. Isso me enche de orgulho e quero sempre mostrar pra ela que estou aqui firme, sempre ao lado dela. Somos nós duas sempre – ressalta a mãe.

Em dezembro de 2017 a quimioterapia de Vitoria foi suspensa, mas a menina continua sendo acompanhada na unidade estadual.

- É uma gratidão enorme. Da copeira ao médico, sempre tem um que quer te dar um abraço, apoia, oferecer um sorriso. Reclamar de que com esse atendimento? A estrutura oferecida, o cuidado, a preocupação faz toda a diferença nessa fase da vida. Me sinto acolhida com minha filha, mesmo já estando em casa. As pessoas viram suas amigas, lembram de você. Você se sente importante em um momento tão delicado – lembra Luciana.

O Dia das Mães se torna muito mais que um mero simbolismo do calendário humano quando Luciana lembra de toda a história que viveu e que ainda vai viver com sua filha. Ela lembra que ser mãe era um desejo antigo e, quando descobriu a gravidez, optou por curtir cada momento. Inspirada em sua própria história e sem hesitar, Luciana faz questão de passar um recado especial para todas as mães nesta data.

- Que todas amem muito, intensamente, pois nunca sabemos o que a vida tem reservado pra nós! Mas que sejamos firmes nas palavras, pois por mais que sejam duras, tenhamos a consciência que estamos formando o caráter e faz toda diferença mais tarde. Um “não” resultará em muitos pontos positivos no futuro. Isso também é amor. Vamos ensinar às nossas crianças a amar ao próximo! – finaliza.

Dia das Mães no Hospital da Criança – Luciana e Vitória são o tema da campanha do Dia das Mães na unidade. No dia 12, sábado, acontecerá uma coleta de sangue com o tema “Neste dia das mães seja você o melhor presente” e elas vão participar. A ação acontece de 10h às 15h e conta com o apoio do Hemorio. Ainda haverá, no dia, entrega de bombons como homenagem às mães das crianças que são atendidas na unidade.

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