Fechar rede
Siga-nos
Governo do Estado do Rio de Janeiro
Menu
Home Busca Menu Redes
Dia 15 de maio: a importância do controle de infecções no ambiente hospitalar 15/05/2018 Dia 15 de maio: a importância do controle de infecções no ambiente hospitalar Especialista explica como é feito o serviço da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar em unidade do Estado

A higienização de um ambiente é regra fundamental para evitar a proliferação de diversas doenças e em estabelecimentos de saúde esse processo é ainda mais rigoroso. Neste dia 15 de maio, instituído pelo Ministério da Saúde como Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares, a Drª Letícia Janotti, coordenadora do serviço no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (HEAPN) e médica infectologista, conversa sobre a importância do tema no dia a dia de uma unidade de saúde.

Qual a principal função da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH)?
A CCIH funciona como órgão de assessoria junto à Direção Geral do HEAPN e aos setores estratégicos para o controle das infecções hospitalares. Dentre as atividades prioritárias realizadas pela CCIH, destacam-se: controle do ambiente, elaboração de normas e rotinas técnicas, investigação epidemiológica das infecções hospitalares, vigilância cirúrgica, uso consciente de antibióticos e reuniões periódicas com análise dos indicadores de infecção hospitalar.

Quais profissionais estão envolvidos?
A CCIH é composta por profissionais da área de saúde, de nível superior, divididos em dois tipos: consultores e executores. Os membros consultores são representantes dos serviços médico, de enfermagem, de farmácia; laboratório de microbiologia e administração. Os membros executores são encarregados da execução programada de controle de infecção hospitalar constituídos por profissional médico, enfermeiro e administrativo, de acordo com o número de leitos e criticidade do hospital.

Quais são os principais cuidados e ações de prevenção que uma unidade de saúde deve tomar para o controle de infecções?
A comissão trabalha desde a orientação aos pacientes e familiares até a execução de protocolos mais detalhados de prevenção de infecção hospitalar. Medidas de precaução de contato, quando indicadas e realizadas adequadamente, são fundamentais para o controle de surto e disseminação de bactérias. Atos simples como lavar as mãos são comprovadamente eficazes na redução de infecção hospitalar. Manter a cabeceira do paciente elevada e higiene oral, por exemplo, podem contribuir para a redução de pneumonia associada a ventilação mecânica.

Quais setores mais exigem esse controle ativo? Por quê?
Prioritariamente os setores considerados críticos do hospital, como terapia intensiva, esterilização, centro cirúrgico e emergência. Esses setores detêm os pacientes mais complexos, com necessidade maior de controle do ambiente hospitalar e vigilância microbiológica para contenção de germes multirresistentes desde a admissão do paciente até a alta.

Quais as consequências acarretadas quando um estabelecimento de saúde não segue à risca essas medidas?
Quando uma unidade de saúde não segue o procotolo estabelecido, há o risco iminente de infecção hospitalar para o paciente, além do risco de penalidade junto aos órgãos de fiscalização competentes.

Quais itens são essenciais para a execução de ações da CCIH? Uso de luvas ou algum outro material?
As ações da CCIH vão desde a orientação quanto à adequada estrutura física e instalações das unidades, até a execução de processos assistenciais voltados ao paciente. É essencial o apoio da direção e da gestão para execução das ações, através da aquisição de insumos, materiais e equipamentos adequados.

Como evitar infecções de maneira geral no nosso dia a dia?
É importante manter boas práticas de higiene, como cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar e, na sequência, lavar as mãos ou aplicar álcool em gel, manter as unhas limpas, evitar colocar as mão sujas na boca e olhos, manter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos regularmente, além de manter o cartão de vacinação atualizado, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde.

Telefones úteis