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Rio de Janeiro ocupa topo do ranking de casos de diabetes e hipertensão 24/11/2017 Rio de Janeiro ocupa topo do ranking de casos de diabetes e hipertensão Serviços oferecidos na Semana da Saúde visam ajudar a população na prevenção e diagnóstico das doenças

A obesidade, mal em franco crescimento no mundo, é a principal vilã quando o assunto é diabetes. A condição está diretamente ligada ao aumento de casos da doença no país, que, segundo pesquisa do Ministério da Saúde, subiram mais de 61% nos últimos 10 anos. A cidade do Rio de Janeiro lidera o ranking entre as capitais com maior índice de diagnósticos no Brasil, com 10,4 casos para cada 100 mil habitantes. A capital também está na frente entre os casos de hipertensão. O mesmo estudo do MS mostrou que cerca de 31% dos entrevistados na cidade do Rio foi diagnosticado com o problema. Para ajudar a população na prevenção e diagnóstico das duas doenças, a Semana da Saúde, evento promovido pela Secretaria de Estado de Saúde entre 21 e 24/11 na Cinelândia, está oferecendo testes de glicemia e aferição de pressão arterial aos visitantes.

Cássia Valéria Veloso, de 51 anos, moradora de Engenho de Dentro, aproveitou o evento para cuidar da saúde. Ela trabalha como repositora no Centro e, quando viu as tendas na Cinelândia, decidiu ir até lá para conferir.

- Já fiz o exame de glicose e estou feliz porque está tudo bem. Mas o meu colesterol está um pouco alto. A enfermeira disse que tenho que me alimentar bem e comer coisas saudáveis. Vou seguir a dica e melhorar a alimentação – disse Cássia.

Caracterizada pelo excesso de glicose no sangue - causado pela falta de insulina ou pela incapacidade da insulina exercer seus efeitos de modo adequado -, a diabetes é categorizada em dois tipos: 1, originada pela produção insuficiente de insulina pelo pâncreas, e 2, adquirida ao longo da vida, em geral por conta de má alimentação e sedentarismo.

A diabetes tipo 1 se manifesta, em geral, na infância e na adolescência e os sintomas mais comuns são emagrecimento, mudanças de humor, nervosismo, náuseas e vômitos sem nenhuma explicação aparente, fadiga e fraqueza. Já na diabetes tipo 2, prevalente em 90% dos casos de pacientes diabéticos, a maioria acima dos 45 anos, os sintomas podem surgir em forma de infecções constantes - de pele, de rins e de bexiga -, formigamento nos pés e aparecimento de furúnculos e de feridas com cicatrização demorada.

Controle da doença permite boa qualidade de vida

Além disso, há sintomas comuns nos dois tipos da doença: vontade de urinar com frequência, fome e sede constantes, sensação de boca seca, visão embaçada e episódios de tontura associados a situações de hipoglicemia (níveis baixos de açúcar no sangue) ou hiperglicemia (níveis altos de açúcar no organismo).

- Os dois tipos de diabetes não têm cura; é uma doença crônica que demanda tratamento para a vida toda. Mas se o paciente seguir o protocolo indicado pelo médico e for acompanhado por equipe multidisciplinar, ele consegue controlar a doença e viver bem. O problema é que os estudos mostram que a maioria dos diabéticos não consegue manter o tratamento e isso acaba resultando em questões mais graves, como cegueira, amputações, insuficiência renal e doenças cardiovasculares – explica o endocrinologista do Serviço de Diabetes do IEDE, Daniel Kendler.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de adultos com diabetes quadruplicou em todo o mundo em menos de quatro décadas, chegando a 422 milhões de casos em 2016. Segundo a Federação Internacional do Diabetes, em 2015 o Brasil ocupava o quarto lugar entre os países com maior número de diabéticos.

O tratamento da diabetes tipo 1 é feito através da aplicação de insulina. Já na tipo 2, o paciente deve fazer dieta a fim de perder, em geral, entre 5 e 10% do peso corporal e uso de medicamentos. Nas duas é recomendada a prática de atividade física e a adoção de hábitos mais saudáveis.

Rio lidera casos de hipertensão

Também associada à vida moderna, a hipertensão já atinge 25% da população brasileira, inclusive crianças e adolescentes, e o Rio de Janeiro ocupa a liderança entre as capitais com maior número de hipertensos no país. Pesquisa da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), feita pelo MS, também mostra que o problema cresceu nos últimos 10 anos no país. Em 2006, 22,5% da população brasileira era hipertensa. Em 2016, esse percentual subiu para 25,7%, registrando um aumento de 14,2% no período.

De diagnóstico simples, a hipertensão arterial é causada por fatores como má alimentação, consumo excessivo de sal, estresse, fumo, histórico familiar da doença, obesidade e sedentarismo. Os dois últimos fazem com que a doença esteja intimamente ligada à diabetes. Entre os principais sintomas estão cefaleia na nuca, tonteira, escotomas cintilantes (quando a pessoa tem a sensação de ver estrelas), enjoo e pressão arterial acima de 12x8.

É frequente que o paciente com diabetes, principalmente do tipo 2, também tenha hipertensão e as duas doenças juntas podem aumentar consideravelmente as chances de complicações mais graves.

- Para fechar o diagnóstico, o médico precisa aferir a pressão do paciente duas vezes e avaliar os sintomas associados. Uma vez detectada a doença, é fundamental mudar hábitos para que o controle seja mais eficaz. É importante unir a medicação a um estilo de vida mais saudável, que inclui prática de exercícios físicos, diminuição do peso e boa alimentação. Trata-se de uma doença crônica, mas que pode ser bem controlada a partir dessas medidas – explica o cardiologista e coordenador da Linha de Cuidados do Infarto Agudo do Miocárdio da SES, Antonio Ribeiro.

A falta de cuidados no tratamento da hipertensão arterial pode levar a doenças mais graves, como o infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e insuficiência renal. As duas primeiras figuram como a principal causa de mortes em todo o mundo, inclusive no Brasil.

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