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Gravidez na adolescência: houve avanços nos últimos 25 anos, mas informação ainda é fundamental 10/06/2019 Gravidez na adolescência: houve avanços nos últimos 25 anos, mas informação ainda é fundamental Essa tem sido, segundo a ONU, uma conquista fundamental para a saúde e os direitos de mulheres e meninas. Afinal, a gravidez precoce pode ser devastadora para o bem-estar e os objetivos de vida de uma menina jovem

Vinte cinco anos. Vocês tem ideia do tanto de coisa que pode acontecer neste intervalo de tempo? Se na vida de uma pessoa são muitos os acontecimentos, imagina no mundo. Nos últimos 25 anos tanta coisa aconteceu que o mundo mudou, e não foi pouco! Mudanças que tiveram impacto na vida de pessoas que talvez ainda nem tivessem nascido há 25 anos.

Há duas décadas e meia surgia e ganhava forma um novo consenso global em saúde sexual e reprodutiva. Começava lá atrás a busca pelo empoderamento de mulheres e comunidades com o objetivo de permitir que elas determinassem seus próprios futuros.

Na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), no Cairo, 179 governos adotaram um revolucionário programa de ação que exigia que todas as pessoas tivessem acesso a cuidados em saúde sexual e reprodutiva, inclusive planejamento familiar voluntário, e serviços em saúde materna fortalecidos.

Nos anos que se seguiram, avanços médicos, progressos sociais e crescente apoio para os direitos das mulheres ajudaram a reformular a experiência da maternidade em todo o mundo. Mas quanto mudou de verdade?

Uma das mudanças diz respeito a algo que, apesar dos avanços, ainda pode ser considerado um problema, a gravidez na adolescência. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em 25 anos as mulheres se tornaram menos propensas a se tornar mães na adolescência.

Atualmente, a maternidade, em geral, começa mais tarde. Essa mudança se reflete em um declínio global da taxa de gravidez na adolescência. Em 1994, a taxa de gravidez entre adolescentes — meninas de entre 15 e 19 anos — era de 65 para cada 1 mil mulheres. Hoje, esse número é de 44 nascimentos a cada 1 mil mulheres.

Essa tem sido, segundo a ONU, uma conquista fundamental para a saúde e os direitos de mulheres e meninas. Afinal, a gravidez precoce pode ser devastadora para o bem-estar e os objetivos de vida de uma menina jovem.

Ainda de acordo com a organização, mães adolescentes são menos propensas a terminar os estudos ou a encontrar trabalho. Elas são mais vulneráveis à pobreza e à exclusão, e sua saúde é mais frágil. As complicações durante a gravidez e o parto estão liderando as causas de morte entre adolescentes.

Mas apesar de as taxas de gravidez na adolescência terem caído, elas permanecem alta em muitas partes do mundo. Áreas onde o acesso a contraceptivos é baixo, por exemplo. Isso indica o quão importante é conhecer, poder escolher e usar um método contraceptivo.

Nos últimos 25 anos, a prevalência de métodos contraceptivos aumentou em 25%. E gestações não desejadas caíram 16%. Esses números representam uma transformação nos direitos e na saúde das mulheres. Quando mulheres têm o poder de escolher por si mesmas quando e se querem ter filhos, elas são mais capazes de buscar educação e alcançar suas aspirações.

Fonte: ONU

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