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Atitude saudável
09/10/2017 Envelhecimento saudável: viver mais e melhor

Uma criança nascida no Brasil há dois anos, em 2015, deve viver 20 anos a mais que uma que nasceu há 50 anos. Este é um exemplo objetivo de como o ritmo de envelhecimento da população mundial está aumentando. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em 2050, espera-se que o número de pessoas com 60 anos ou mais chegue a 2 bilhões, em contraponto com os 900 milhões registrados em 2015.

Diante deste crescimento é preciso falar de um conceito que, para algumas pessoas ainda pode parecer abstrato, mas que é essencial: envelhecimento saudável. É importante entender que uma vida mais longa traz oportunidades, não só para os idosos e suas famílias, mas também para as sociedades como um todo.

Anos de vida adicionais fornecem a possibilidade de buscar novas atividades, tais como educação e uma nova carreira. Os idosos também contribuem de muitas formas para suas famílias e comunidades. Se as pessoas puderem experimentar esses anos extras de vida gozando de boa saúde e vivendo em um ambiente de apoio, sua capacidade de fazer as coisas que valorizam seria pouco diferente do que a de uma pessoa mais jovem. Para isso, há, segundo a OPAS/OMS, alguns desafios a serem superados.

Um deles é a diversidade na idade avançada. Algumas pessoas com 80 anos de idade têm capacidades físicas e mentais semelhantes a muitas com 20. Outras pessoas experimentam declínios significativos nas capacidades físicas e mentais em idades muito mais jovens. É preciso, portanto, abordar essa vasta gama de experiências e necessidades dos idosos.

Há, ainda, estereótipos ultrapassados e preconceito com idosos. As pessoas mais velhas são frequentemente consideradas frágeis ou dependentes, além de um fardo para a sociedade. A sociedade como um todo precisa abordar essas e outras questões, que podem levar à discriminação, afetar a forma como as políticas são desenvolvidas e as oportunidades que as pessoas idosas têm de experimentar um envelhecimento saudável.

Diretrizes da OMS

As novas diretrizes da OMS, Guidelines on Integrated Care for Older People, recomendam formas pelas quais os serviços baseados na comunidade podem ajudar a prevenir, diminuir ou reverter os declínios nas capacidades físicas e mentais dos idosos. As orientações também exigem que os prestadores de cuidados de saúde e sociais coordenem seus serviços em torno das necessidades das pessoas idosas por meio de abordagens como a avaliação integral e os planos de cuidados.

Idosos são mais propensos a experimentarem condições crônicas e, muitas vezes, múltiplas condições ao mesmo tempo. No entanto, os sistemas de saúde atuais geralmente se concentram na detecção e tratamento de doenças agudas individuais. O cuidado integrado pode ajudar a promover um crescimento econômico inclusivo, melhorar a saúde e o bem-estar e garantir que as pessoas idosas tenham a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento, em vez de serem deixadas para trás.

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