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MItos e verdades sobre as hepatites

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Imprensa - SES Especial

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Manicure, depilação, maquiagem definitiva, tatuagens e piercings são hábitos de beleza que atraem boa parte do público feminino e, em alguns casos, masculino, mas que podem representar um importante meio de contaminação por hepatites se as devidas precauções não forem tomadas. Como parte do SES Especial "Hepatites Virais", a Secretaria de Estado de Saúde (SES) aborda nesta quinta-feira os mitos e verdades sobre a doença.

É possível contrair hepatite:

- na manicure/pedicure: como o sangue infectado é a principal forma de transmissão da hepatite C e também pode causar hepatite B, se o alicate não for devidamente esterilizado após a utilização, possíveis vestígios de sangue provocados pela retirada de cutículas poderão contaminar a próxima cliente. Neste caso, a coordenadora de Hepatites Virais da SES, Clarice Gdalevici, aconselha que a pessoa leve seu próprio material. Caso não seja possível, é importante observar se os instrumentos estão devidamente lavados e esterilizados. A esterilização é o processo que destrói todos os tipos de vírus, bactérias e fungos. Os dois métodos indicados para esterilização dos instrumentos são autoclave – vapor saturado sob pressão – e estufa – calor seco durante uma hora a 170°C ou duas a 160°C nos respectivos equipamentos.

- tatuagem/piercing: neste caso, também é fundamental que os equipamentos cortantes estejam corretamente esterilizados. Além disso, as agulhas devem ser descartáveis, o tatuador deve usar luvas e a tinta usada em uma pessoa não pode ser reaproveitada em outra.

- maquiagem definitiva: assim como no caso das tatuagens, as agulhas devem ser descartáveis e a tinta deve ser inutilizada logo após o uso, mesmo que ainda haja sobras, uma vez que o recipiente que a armazena pode servir de depósito para o vírus.

- depilação: para evitar a contaminação com sangue ou secreções, deve-se utilizar espátulas descartáveis, dividir a cera em recipientes separados e descartar imediatamente após a utilização. No ato de desencravar pelos ou retirar a sobrancelha, recomenda-se que a pinça seja esterilizada ou levada pelo próprio cliente.

- acupuntura: a pessoa deve adquirir seu próprio kit de agulhas ou utilizar as descartáveis, que devem ser imediatamente inutilizadas após a sessão.

- latas de bebidas: é aconselhável que sejam corretamente higienizadas antes do consumo ou que se utilizem canudos para evitar a contaminação pelas hepatites A e E, cuja forma de transmissão é via oral-fecal, por meio da água e/ou de alimentos contaminados.

Não há risco de contaminação através de:

- beijo na boca: a menos que haja algum ferimento ou lesão na boca de um dos parceiros, a exemplo do herpes labial, não é possível contrair o vírus por meio do beijo na boca.

- compartilhamento de talheres: não oferece risco de contaminação, no entanto recomenda-se sempre a correta higienização dos talheres.

- por fim, contrariando o que diz a crença popular, Clarice explica que sintomas como dor de cabeça, boca amarga e barriga estufada não representam sinal de hepatite, uma vez que se trata de uma doença inicialmente assintomática, cujos sintomas só aparecem quando a patologia já está em estágio muito avançado. Por isso, é importante fazer os testes específicos através de exame de sangue, que pode ser solicitado ao médico nos exames de rotina.

Atualizado em Qui, 24 de Novembro de 2011
 

O que são as Hepatites Virais?

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Imprensa - SES Especial

Todo mundo já ouviu falar de hepatite, mas a verdade é que poucas pessoas conhecem os sintomas e as sequelas causadas pela doença. O assunto é realmente confuso, como afirma a coordenadora do Programa de Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Clarice Gdalevici, que nessa matéria vai ajudar a esclarecer as definições de cada uma. A começar pelo próprio termo hepatite que, segundo ela, trata-se de uma palavra genérica para designar uma inflamação do fígado aguda ou crônica.

A diferenciação entre letras – A, B, C, D ou E – veio para discriminar os cinco tipos de vírus causadores, sendo que a B é considerada um exemplo de DST pelo caráter da principal via de transmissão, a sexual, seguida da vertical (de mãe para filho, no parto ou na amamentação). Mas a contaminação também se dá pelo contato com o sangue e pela troca de fluidos corporais. A situação se agrava ainda mais devido à falta de informação, como explica Clarice:

- A maioria das pessoas não sabe que as hepatites também podem se enquadrar na categoria das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Em uma relação sexual, é 100 vezes mais fácil contrair uma hepatite B do que a Aids, por exemplo –, destaca.

Segundo ela, é preciso estar atento a todas as formas de relação sexual em que possa haver troca de fluidos, como sexo oral, anal e vaginal, precavendo-se sempre com preservativos masculinos ou femininos.

Há também disponível nos postos de saúde a vacina para hepatite B, que entrou para o calendário vacinal no Brasil em 1996, passando a ser incluída no protocolo básico das maternidades já no ato do nascimento. O bebê recebe a primeira dose logo após o parto. Essa imunização nas primeiras horas garante uma proteção de 85% contra a doença, mas são necessárias ao todo três doses para garantir uma proteção mais eficaz.

As doses precisam ser administradas com intervalos de 30 dias da primeira para a segunda e de 180 dias da primeira para a terceira dose. Elas são aplicadas via muscular, na perna da criança, e não têm efeitos colaterais. E, vale ressaltar, não são só os bebês que têm direito à imunização.

- Quem não tomou a vacina na infância e tem até 24 anos de idade, pode procurar qualquer posto de saúde e solicitar a aplicação das doses. Como ela só entrou no calendário a partir de 1996, apenas adolescentes com até 15 anos estão imunizados – esclarece a coordenadora, acrescentando que a intenção do Ministério da Saúde é ampliar cada vez mais essa cobertura.

Pessoas que se enquadrem em grupos de risco como manicures, bombeiros, policiais, podólogos, usuários de drogas, tatuadores e profissionais do sexo, também podem solicitar a vacina. Basta procurar as unidades de saúde informando que estão dentro de qualquer um desses perfis.

Assim como a B, a hepatite C também pode ser transmitida pelo sexo e de mãe para filho. No entanto, a forma de contaminação mais frequente é a via parenteral, quando o vírus é inoculado através da pele e mucosas por meio de materiais cortantes com sangue.

- A hepatite C na forma crônica pode evoluir até uma doença grave do fígado, a cirrose, e também é causa de aparecimento de tumor maligno no mesmo órgão (o hepatocarcinoma). No mundo todo, a hepatite C é a maior causa de indicação de transplante de fígado -, alerta Clarice.

Para detectar se a pessoa já teve contato com as hepatites B e C, é necessário fazer os testes específicos através de exame de sangue, que pode ser solicitado pelo médico em qualquer consulta de rotina.

A prevenção desses tipos de hepatite pode se dar de diversas formas: usar preservativo em qualquer relação sexual, não compartilhar objetos que possam conter sangue, como lâminas de barbear, alicates de unha, escovas de dente, canudos, seringas e agulhas. Em casos de tatuagens ou piercing, observar se os instrumentos são descartáveis e esterilizados em autoclave a 121ºC por 20 minutos, estufa ou flambagem a 170 ºC por 2 horas. Em transfusões de sangue, assegurar que o procedimento seja criterioso quanto à origem do produto e se são realizados os testes sorológicos exigidos regularmente.

A hepatite D é a que tem menor incidência por necessitar do vírus B na célula para se multiplicar no organismo, portanto ela é restrita aos portadores da hepatite B. A transmissão também se dá pela via sexual, por fluidos corporais e pelo contato com sangue contaminado pelos meios parenteral e percutâneo (através da pele). Estudos mostram que há maior prevalência do tipo D na América do Sul e, no Brasil, na região amazônica.

Populares - A hepatite mais conhecida popularmente é a A que, juntamente à E, possui transmissão do tipo oral-fecal, ou seja, pelo contato através da água (inclusive, água do mar) e/ou alimentos contaminados. Na maioria dos casos, a hepatite A é uma doença autolimitada (evolui para a cura espontaneamente) e de caráter benigno. O formato mais grave, que leva a uma insuficiência hepática aguda, atinge menos de 1% dos casos, sendo esse percentual maior em pacientes com mais de 65 anos.

- O número de casos de hepatite A vem caindo nos últimos anos concomitantemente ao desenvolvimento das cidades, que vão ganhando mais infraestrutura de saneamento básico, entre outras questões. Como a população mais jovem está crescendo sem ter entrado em contato com o vírus nos primeiros anos de vida, ficando suscetível à doença, o Ministério da Saúde está estudando a necessidade de vacina para esse vírus em especial – explica a coordenadora.

Já a hepatite E é bastante comum em países pouco saneados, como os da Ásia e da África. Ela também é autolimitada e pode apresentar formas clínicas graves, principalmente em mulheres grávidas. No Brasil, a partir de 2007, foram notificados apenas dez casos da doença.

Prevenção

1. Sexo Seguro. Usar preservativo em qualquer tipo de relação sexual, seja vaginal, anal ou oral;

2. Não dividir objetos pessoais que possam ter contato com sangue, como escova de dentes, alicate de unha, seringas, agulhas, etc;

3. Em casos de transfusão de sangue, certificar-se da qualidade e proveniência dos produtos;

4. Antes de fazer tatuagens e piercings, assegurar-se da esterilização dos instrumentos: as agulhas devem ser descartáveis, o tatuador deve usar luvas e a tinta usada em uma pessoa não pode ser reaproveitada em outra;

5. As esterilizações de objetos de manicure, tatuagem e piercing devem ser feitas em autoclave a 121ºC por 20 minutos, estufa ou flambagem a 170 ºC por 2 horas;

6. Lavar bem os alimentos, deixando os alimentos crus, como frutas e verduras, de preferência, submersos em solução clorada ou hipoclorito de sódio por 30 minutos;

7. Higienizar sempre as mãos com água e sabão, principalmente após usar o banheiro;

8. Não ingerir bebidas enlatadas direto na lata, que pode ser manuseada por alguém que esteja infectado;

9. Ao comer fora, se certificar sobre a origem dos alimentos e de que o estabelecimento esteja de acordo com as normas da Agência de Vigilância Sanitária;

10. Fazer exames de sangue regulares;

11. Para evitar a hepatite B, vacinar-se em qualquer posto de saúde.

Atualizado em Ter, 26 de Julho de 2011
 

SES Especial: Semana das Hepatites Virais

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Imprensa - SES Especial

Leia mais...Na quinta-feira, 28 de julho, comemora-se o Dia Mundial das Hepatites Virais. Para esclarecer dúvidas acerca da doença e manter os leitores informados sobre as ações que a Secretaria de Estado de Saúde (SES) programou para a data, esta semana será dedicada ao tema. O SES Especial “Hepatites Virais” vai abordar as novas diretrizes no Ministério da Saúde para o tratamento da Hepatite C, os tipos de hepatite, as formas de prevenção e os mitos e verdades sobre a doença. Sugestões e dúvidas sobre o assunto podem ser enviadas para Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Atualizado em Qui, 24 de Novembro de 2011
 


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