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 Missa em ação de graças celebra o Dia do Doador de Órgãos 29/09/2017 Missa em ação de graças celebra o Dia do Doador de Órgãos Secretário de saúde foi homenageado durante a celebração e lançou a edição especial do cartão do doador realizada em parceria com grafiteiros

 

 

O arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani Tempesta, celebrou na manhã desta sexta-feira (29), no Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF), uma Missa em Ação de Graças pelo Dia do Doador de Órgãos, comemorado em 27 de setembro.O secretário de Estado de Saúde Luiz Antônio Teixeira Jr. e o coordenador do Programa Estadual de Transplantes, Gabriel Teixeira, participaram da celebração e foram homenageados.

 

- Ano passado estive nesta celebração e estávamos preocupados com os desafios que íamos enfrentar com as mudanças e reduções implantadas. Estava um dia chuvoso e o horizonte que eu via era muito turbulento e nebuloso. Hoje está um dia nublado, mas é véspera de um dia de sol, porque os dados de transplantes estão aumentando e já temos o que comemorar – exaltou o secretário.

 

O diretor do Hospital, Frei Paulo Batista falou da importância da doação e agradeceu ao secretário pelo empenho na manutenção do Programa de Transplantes.

 

- Eu só posso agradecer ao secretário Luizinho, porque ele chegou num momento em que estávamos desacreditados. Achamos que não íamos conseguir por causa das reduções, mas a fé, o trabalho desenvolvido por ele, mesmo sem os recursos necessários, e a forma como abraçou a causa nos fizeram acreditar que era possível. Agora um ano depois estamos aqui para comemorar – destacou ele.

 

Durante a missa, doadores, familiares e receptores contaram suas histórias e falaram da importância da doação de órgãos para salvar vidas.

 

- Para mim doação de órgãos era uma coisa distante, porque nunca tinha acontecido com ninguém na minha família, até que aconteceu comigo e percebi como isso era importante. Quero agradecer ao governo do Estado e ao Programa Estadual de Transplantes. Muita gente não conhece o programa, mas ele é sério e maravilhoso, salva muitas vidas - afirmou um receptor hepático que foi homenageado durante o evento.

 

Cartão do Doador - Logo após a missa, o secretário de Saúde apresentou ao Bispo Dom Orani e a todos os presentes a nova edição limitada do cartão do doador. Doze grafiteiros produziram desenhos exclusivos que foram doados ao Programa Estadual de Transplantes (PET) para estampar os novos cartões.

 

Para escolher o desenho, fazer sua inscrição no PET e compartilhar com sua família a vontade de ser doador de órgãos, é só entrar no site do programa: www.doemaisvida.com.br

 

Semana do doador – No Hospital Estadual Alberto Torres também foi dia de celebrar a vida. Famílias de doadores se reuniram para uma homenagem. A dona de casa Valéria Ferreira, 59 anos plantou um jasmim em homenagem ao filho Edísio Ferreira, de 26 anos, que faleceu na semana passada vítima de acidente de moto.

- A equipe do HEAT é iluminada, todos foram carinhosos e tornaram esse momento difícil um pouco mais leve – disse a aposentada.

A unidade criou o Jardim do doador, espaço onde quem se decidiu pela doação de órgãos de um familiar pode plantar uma muda de jasmim simbolizando a vida que continua.

 

Aumento no número de transplantes - A previsão é que o ano de 2017 tenha o melhor saldo de cirurgias desse tipo desde que o PET foi criado, há sete anos. Até agosto, foram realizados 966transplantes no estado. No ano passado, durante todo o ano, foram 1.128.

O grande campeão por enquanto é o transplante de córnea, procedimento que já teve uma fila de espera de 10 anos e cuja média de espera atual é de oito meses. Entre janeiro e agosto de 2017, foram realizados 576 transplantes de córnea, o número supera todo o ano de 2016, quando foram feitos 575 procedimentos desse tipo. Outra boa notícia é que só em agosto foram realizados 106 transplantes de córnea, o antigo recorde mensal era de 96 cirurgias.

Vidas que dependem do “sim” – A legislação brasileira determina que apenas parentes diretos de pacientes com diagnóstico de morte encefálica têm o direito de autorizar a doação de órgãos e tecidos. Não há nenhum documento que possa ser deixado em vida para garantir que a doação ocorra após a morte. Portanto, conversar entre as famílias e expor o desejo de ser doador é a forma mais importante de fazer com que essa vontade seja respeitada. Em 2016, entre as famílias entrevistadas pelas equipes de acolhimento familiar, 46% deram resposta negativa à doação. Já nestes seis primeiros meses de 2017, esse índice está em 45,5%.

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