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Reuniões no HEGV garantem mais eficiência no uso de leitos e reforço na humanização 16/05/2017 Reuniões no HEGV garantem mais eficiência no uso de leitos e reforço na humanização Caso a caso: reuniões multidisciplinares garantem mais eficiência ao uso de leitos da Clínica Médica no Hospital Estadual Getulio Vargas e reforça a humanização do atendimento

A lista de presença costuma ser longa e as reuniões, diárias. Há um ano, o Hospital Estadual Getulio Vargas vem adotando os “rounds” - conceito que define o envolvimento multidisciplinar para discussões constantes sobre os pacientes internados –, e os resultados começam a aparecer. O diferencial está no envolvimento multidisciplinar: na maioria dos hospitais, somente médicos participam destes encontros. Já no HEGV, todos os profissionais estão presentes. Diariamente, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, farmacêuticos e residentes se reúnem para discutir, caso a caso, o tratamento de todos os pacientes que são acompanhados no hospital.

Nos “rounds”, são abordados os casos clínicos e também as condutas adotadas. Segundo o coordenador da Clínica Médica, Herbert Gonçalves Kretti, a participação da equipe multidisciplinar é importante para que o médico possa não só avaliar o tratamento de cada paciente, como também somar a isso o conhecimento especializado de outras áreas.

- Esses profissionais, com o conhecimento especializado de suas áreas, somado a avaliação médica, trazem grandes benefícios e resultados ao tratamento dos pacientes. Vale destacar que, em nenhum momento, há necessidade de antecipação de alta. O paciente se sente acolhido, o que resulta em um tratamento mais eficiente e com menos tempo de internação – explica o médico.

Um dos resultados já observados é a eficiência nas altas, o que gera maior rotatividade de leitos. Com isso, o paciente que estava na Emergência, por exemplo, pode ir para a Clínica Médica em um menor espaço de tempo. Para o coordenador da Emergência, Clavio Luiz Ribeiro Filho, médico que trabalha no HEGV há 30 anos, essa interlocução entre as diferentes especialidades dentro do hospital é fundamental.

- Trabalhamos em uma unidade de portas abertas e, por isso, recebemos todo tipo de paciente. Alguns casos podem ser resolvidos no próprio setor de Emergência, mas há casos em que há necessidade de internação. Com a agilidade na rotatividade dos leitos de Clínica Médica, estamos garantindo mais qualidade no atendimento, uma vez que aquele paciente que precisa ser hospitalizado passa menos tempo à espera de um leito e pode ser logo transferido, deixando o setor de Emergência após receber os primeiros cuidados – acrescenta ele.

Este trabalho, pensado com o objetivo de oferecer o atendimento mais humanizado para os pacientes dos 82 leitos da Clínica Médica, completa um ano neste mês. A fisioterapeuta Cynthia Marinho explica que, antes, sem o ‘round’, o profissional da equipe multidisciplinar, que tinha alguma observação sobre o paciente, conversava diretamente com o médico.

- Não havia essa conexão com a equipe. Hoje há uma maior interação entre os colaboradores, que estão mais unidos e podem discutir juntos sobre o mesmo caso. Tudo isso foi muito positivo, tendo sempre como objetivo, a assistência e recuperação do paciente – destaca ela.

Outra preocupação é com o momento da alta: o paciente deve sair da unidade todas as informações sobre o tempo em que ficou internado. A coordenadora adjunta do setor, ressalta que o resumo da alta, entregue em mãos os pacientes, são essenciais para o acompanhamento futuro.

- Esse documento é de suma importância para o acompanhamento posterior do paciente pela clínica de saúde da família ou especialidades encaminhadas. Com essas informações, torna-se possível o atendimento pós alta do paciente na rede de saúde – explica a coordenadora adjunta da Clínica Médica do HEGV, a médica Bruna Scalco.

Outro efeito positivo dos “rounds” é observado dentro da própria equipe: todos têm voz ativa nas reuniões.

- Nossos profissionais se sentem valorizados, como merecem, diante de todo o esforço que fazemos para dar mais qualidade ao atendimento que oferecemos. Além disso, conseguimos acompanhar melhor os caso e ainda estabelecemos laços com pacientes e familiares – conclui o médico Herbert Gonçalves Krettli.

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