As pacientes e funcionárias do Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita, e do Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, tiveram um Dia das Mães especial. A programação incluiu horário de visitas ampliado, distribuição de brindes e presentes, serviços de beleza, além de lanche especial e recreação infantil.
Michelle Santos da Conceição, de 23 anos, foi a primeira a ter o filho nos braços do Dia das Mães, no Hospital da Mãe. Millena nasceu na madrugada de domingo, a 1h53, depois de duas horas de trabalho de parto. A bebê foi presenteada com um carrinho pela Secretaria de Saúde.
- Estou muito feliz, hoje é o meu dia. Não esperava passar o Dia das Mães com ela nos braços, porque estava programado para ela nascer só no fim do mês. E ainda ser presenteada por isso é maravilhoso - afirmou Michelle, que já é mãe de outros dois meninos.
Já Rhayanne Castro Bastos, de 17 anos, se adapta aos primeiros dias como mãe. Luiz Miguel nasceu na sexta-feira, de parto normal. A estudante e moradora de Nova Iguaçu teve alta do Hospital da Mãe neste domingo (12/5), mas ainda participou do dia de beleza e ganhou um lindo chinelo de presente.
- O atendimento foi excelente desde o início. Tive dificuldades com a dilatação, mas recebi todo o apoio da equipe. E agora, ainda somos surpreendidas com presentes. Meu primeiro Dia das Mães está sendo especial - garantiu Rhayanne.
A mãe da jovem, Adrianna de Almeida Castro Bastos, de 41 anos, disse que sempre sonhou em ter filhos, mas teve apenas duas meninas. Agora, ela conta que está realizada com o neto.
- A felicidade é muito grande, principalmente porque não tivemos que nos preocupar com nada. O hospital trata muito bem pacientes e familiares. Já estou indicando para outras grávidas da família - disse Adrianna.
Mas não foram apenas as mães pacientes que ganharam mimos neste domingo. Os dois hospitais contaram com um lanche especial para as funcionárias. Ao lado das três filhas, Karina Eduarda, 10, Anna Carolina, 13, e Tays, 18, a enfermeira Cristina de Andrade, 38, aproveitou a recreação para tirar fotos divertidas.
- Como estou de plantão hoje aproveitei que é um dia especial para trazê-las para ficarem um pouco comigo. Amo trabalhar aqui e essas surpresas tornam ainda mais especial - contou a enfermeira.
Juliana Portelada não conseguia engravidar até passar pelo Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica
Por Sandresa CarvalhoOs pacientes que passam pelo Programa de Cirurgia Bariátrica da Secretaria de Estado de Saúde costumam dizer que ganham vida nova depois do procedimento. Essa percepção se deve – segundo o relato dos mais de 530 pacientes operados – a melhorias nas condições de saúde, na autoestima, nas relações pessoais. Mas no caso da fisioterapeuta Juliana Portelada, de 32 anos, a expressão “vida nova” ganhou um significado diferente: o nome é Júlia e hoje está com dez meses.
"Eu operei em dezembro de 2010 e no dia 15 de dezembro de 2011 descobri que estava grávida. Como estava com um mês de gestação, engravidei onze meses depois da cirurgia", recorda. O resultado positivo, na avaliação de Juliana, foi consequência direta da redução de peso propiciada pela cirurgiabariátrica. "Quando eu operei, eu estava com 135 quilos. Antes da cirurgia, em 2010, eu cheguei aengravidar, mas perdi o bebê. A minha médica me disse que uma das causas do aborto espontâneo poderia ser o sobrepeso. quando eu fiz a cirurgia, achei que não iria engravidar, porque estava com amenorréia (ausência de menstruação) já há nove meses. Quando descobri que estava grávida, onze meses depois, tomei um susto, pois não estava programado. Mas foi sensacional", relata Juliana.
Para a fisioterapeuta, conciliar os cuidados alimentares naturais da gestação com os cuidados decorrentes da bariátrica foi bastante tranquilo: "Dependendo do tipo de tempero na comida, eu já não consigo consumir muito. Hoje, não consigo comer porções acima dos 400 gramas. E para doces, eu também tenho que comer devagar. Então, foi tranquilo. Fiz tudo com muito cuidado, fui muito cautelosa. Comi de três em três horas, às vezes de duas em duas, porções bem pequenas, e comi também muitas frutas". O cuidado foi recompensado. Ela engordou apenas sete quilos durante toda gravidez. E já emagreceu todos.
O momento do parto foi visto com certa apreensão por Juliana, como costuma acontecer com todas as gestantes. Mas a experiência de sua obstetra - que tinha feito o parto de duas outras mulheres que passaram por cirurgia de redução de estômago - fez com que ela enfrentasse a operação de cesariana com mais calma. Hoje, ela afirma que - apesar do medo de agulhas e de ter passado por mais uma cirurgia - todo sacrifício valeu à pena para ter a pequena Júlia em seus braços. "Ela é uma criança linda, maravilhosa. Uma linda lourinha de olhos azuis", conclui a mamãe de primeira viagem.
Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica - Desde que foi criado, em dezembro de 2010, o Programa da Secretaria de Estado de Saúde já operou mais de 530 pacientes e é o único do país que realiza 100% das cirurgias por videolaparoscopia, que são muito menos invasivas. Pacientes que desejam realizar este tipo de cirurgia no programa do Governo do Estado devem procurar um atendimento ambulatorial mais próximo de sua casa para que um médico faça uma primeira avaliação, verificando se a cirurgia é necessária ou não. Se a operação for indicada, o médico solicita uma segunda avaliação para a Central de Regulação de Cirurgia Bariátrica do Estado, que encaminha o pedido de forma online ao Hospital Estadual Carlos Chagas. O paciente é contatado e tem uma consulta de avaliação marcada, sem fila de espera.
Números impressionam – Livrar-se dos muitos quilos a mais, garante outra qualidade e estilo de vida. Dos pacientes do Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica, 70% são mulheres. Na sala de espera, as histórias são diversas: de luta contra a depressão, resgate de valores, autoestima, da feminilidade e de superação após a cirurgia. Das pacientes do sexo feminino, 62% voltaram ao mercado de trabalho, depois de muitos anos desempregadas por conta do excesso de peso. A volta da autoestima faz com que muitas comecem um novo relacionamento, ou reatem os antigos. 85% das pacientes melhoraram o desempenho sexual depois da cirurgia. Além disso, coisas simples como andar em transporte público, que parecia um suplício para algumas pacientes, hoje não é mais problema, 100% das pacientes relatam melhora nesta questão.
Para o coordenador do Programa de Cirurgia Bariátrica, Cid Pitombo, a alta procura de mulheres pelo programa se deve à estética e à preocupação que a mulher tem em cuidar da saúde.
- A mulher se incomoda mais com a obesidade do que o homem. O Homem de 120 kg, acha que está “gordinho” e a mulher neste peso, acha que está muito obesa. E procura é muito maior. Outro ponto que justifica a grande demanda, é que a mulher está mais ambientada em se tratar com médicos do que o homem. O homem geralmente demora muito para procurar um médico. E a mulher desde jovem vai ao médico, vai ao ginecologista desde cedo, enfrenta as dores do parto, ou o pós-operatório de uma cesariana -, diz.
Obesidade no Brasil - A obesidade é um problema que afeta a saúde pública. De acordo com o Ministério da Saúde, a proporção de pessoas acima do peso no Brasil, avançou de 42,7, em 2006, para 48,5 em 2011. No mesmo período, o percentual de obesos, subiu de 11, 4% para 15,8%. No estado do Rio de Janeiro, 17,2% das mulheres estão obesas, média maior que a nacional e maior também do que aporcentagem de homens, que é de 15%.
Este sábado será o dia de muitas mães resolverem definitivamente seus problemas ortopédicos, podendo celebrar o domingo especial livres de dores
Por Ascom HTODL
“Recebi de presente de Dia das Mães esta cirurgia, o que é motivo de muita alegria”. Este depoimento expressa a alegria de Josilene de Oliveira Portugal, de 45 anos, moradora de Paty do Alferes, que está internada no Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu para realizar cirurgia no ombro direito, neste sábado (11), véspera do Dia das Mães. Assim como Josilene, outras mulheres trocaram seus papéis de mãe pelo de paciente neste fim de semana, e participam do VI mutirão promovido pelo HTODL.
“Estou ansiosa para receber alta no domingo e ser recebida pelos meus seis filhos, que ficaram responsáveis pela preparação do almoço especial de Dia das Mães. Será muita alegria, mas a maior é a possibilidade de voltar a fazer minhas atividades e brincar com meus quatro netos, sem sentir dores no ombro”, declara Josilene. Segundo Karina Portugal, uma das filhas da paciente, um churrasco está sendo preparado pela família para comemorar a cirurgia e a alta.
Outra paciente que participa do mutirão, Simone Viana de Souza, 41 anos, moradora de Cabo Frio, fez uma difícil escolha para realizar a cirurgia no ombro direito. “Havia programado a viagem para o Rio de Janeiro, para visitar meus cinco filhos que moram
lá, mas quando recebi a ligação informando que a cirurgia estava marcada para a véspera do dia das mães, optei por vir para o HTO. Desejo parar de sentir tantas dores, o que já acontece há mais de dois anos e fez com que deixasse de trabalhar”,
afirma Simone que transmite confiança para seus filhos que não poderão acompanhar o procedimento.
De acordo com o diretor executivo do HTO Dona Lindu, Artur Hummel, é uma satisfação promover a qualidade de vida de pacientes através da realização de cirurgias de trauma e ortopedia no hospital. “Em especial, neste fim de semana do dia das mães, com o mutirão de cirurgias de ombro, estamos recebendo várias mães no hospital, que confiam no nosso cuidado e na qualidade dos procedimentos que realizamos”, afirma o diretor.
As mães do Dona Lindu - Nos quase três anos de funcionamento outras histórias de mãe foram vividas no hospital que leva o nome também de uma mãe, Dona Lindu, progenitora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.De acompanhante a paciente: quando a aposentada Maria de Jesus Pinheiro Amaral, de 75 anos, recebeu a notícia que teria de passar por uma cirurgia de fêmur, não teve dúvidas de que sua acompanhante hospitalar seria a filha, Ermelinda Pinheiro Amaral.
Após um dia de internação acompanhando a mãe no Hospital de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu (HTODL), em Paraíba do Sul, Ermelinda, professora aposentada, ficou surpresa ao receber a notícia que também havia sido chamada para operar na mesma unidade de saúde. O nome de Ermelinda estava inserido no registro de cirurgias do estado do Rio de Janeiro, e aguardava pelo procedimento no HTODL a cerca de seis meses.
“Vim para acompanhar minha mãe, mas eu também precisava operar. Quis o destino que no mesmo momento em que minha mãe estava no HTO, eu fosse chamada para a cirurgia”, disse Ermelinda, que fez apenas um pedido aos médicos: que pudesse permanecer no mesmo quarto da mãe no pós-operatório. As cirurgias de mãe e filha aconteceram em de setembro de 2012, e representou um momento a mais de união entre ambas.
“Fiquei muito feliz em permanecer ao lado dela no mesmo quarto e de podermos nos recuperar juntas. Hoje minha mãe já anda para cima para baixo, e minha qualidade de vida também melhorou muito. Sou muito agradecida a todos do hospital, médicos,
enfermeiros e funcionários”, afirmou Ermelinda.
Após se recuperar da cirurgia e das dores, mãe e filha poderão aproveitar a data com a família. “Faremos um almoço com todos aqui na minha casa. Estou muito feliz com a minha recuperação”, disse Maria de Jesus, que tem ao todo cinco filhos.
Em março deste ano, Ermelinda esteve no HTO Dona Lindu e aproveitou a oportunidade para retribuir o atendimento que recebeu da equipe do hospital. Com a ajuda de sua família, Ermelinda bordou toalhas para que sejam usadas no Espaço Religioso do hospital.
Cuidado com técnica e amor de filha Outra história de carinho entre mãe e filha no HTO Dona Lindu aconteceu com a técnica de enfermagem, Eliane Antônia do Nascimento, que em outubro do ano passado viu seu amor pela mãe, Maria José Nascimento, aflorado quando deu entrada no hospital para realizar uma artroplastia no joelho direito.
“Sempre procuro passar confiança para todos os pacientes, mas quando vieram buscar minha mãe no quarto para a cirurgia confesso que deu um frio na barriga, porque é diferente quando é com a gente. Mas sempre confiei plenamente na
capacidade dos profissionais do meu local de trabalho, e graças a Deus, tudo correu muito bem”, disse a técnica.
Segundo Eliane, a recuperação da mãe foi muito boa, tendo retornado a participar das atividades normais às quais estava acostumada, como as aulas de hidroginástica e canto no Coral Municipal de Três Rios. No final do ano, dona Maria José irá realizar um cruzeiro pelo nordeste, que anteriormente teve que ser adiado devido à cirurgia. No domingo toda a família, inclusive primos de outras cidades, se reunirá na casa de dona Maria José para um grande almoço de dia das mães.