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Programa SOS Reimplante contabiliza casos de sucesso - Sesdec Notícias* Abr/2011

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Recalde1Casos de amputações que poderiam ter um final trágico vêm ganhando um novo desfecho graças ao programa SOS Reimplante, que funciona desde o final de 2008 no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna. O sucesso da iniciativa se reflete nos números: dos 65 reimplantes realizados até hoje, 48 - ou 74% - foram bem-sucedidos, permitindo que os pacientes voltem a ter uma vida normal. É o que explica o coordenador do programa SOS Reimplante, o microcirurgião João Recalde.

Como funciona o SOS Reimplante?

O SOS Reimplante é pioneiro no país, baseado em programas semelhantes de grandes centros do mundo. Convocamos duas equipes, cada uma com três cirurgiões, um anestesista e um instrumentador, que se revezam de plantão semanalmente e recebem por procedimento realizado. Assim que é contatado, o Adão Pereira Nunes aciona a equipe de plantão, que se desloca imediatamente para o hospital para que já esteja de prontidão quando o acidentado chegar.

Quais os cuidados para que o reimplante seja bem sucedido?

O paciente deve ser encaminhado o mais rápido possível para que faça os exames necessários, seja anestesiado e entre na sala de cirurgia. O membro amputado precisa ser conservado a 4ºC de temperatura e a durabilidade máxima é de seis horas, em média. Em 60% dos casos bem-sucedidos é necessária segunda operação, para religar os nervos, e em reimplante de braço ou perna o índice sobe para 100%.

Qual foi o caso mais marcante que já atendeu?

O primeiro que atendemos, em dezembro de 2008. A menina Ana Catarina Santos teve o braço amputado aos dez anos, enquanto tentava tirar roupas de uma máquina de lavar industrial em funcionamento. Um mês depois, recebemos um caso que impressionou pela semelhança: o menino Lucas Soares, com três anos na época, também deu entrada com o braço amputado, após acidente com máquina de lavar. Só que o caso dele foi mais complexo, pois precisamos enxertar um pedaço de osso que recuperamos no local do acidente e, portanto, não tinha vascularização. Felizmente, ambos os casos foram bem-sucedidos.

Em quanto tempo o paciente pode voltar a trabalhar?

O pós-operatório de amputação de braço e de perna é semelhante ao de um transplante: o paciente fica de três a quatro semanas no CTI sob hidratação venosa e tomando antibióticos. Em casos mais simples, o paciente vai direto para a enfermaria, onde fica internado por uma semana, em média. Entre três e seis meses após a cirurgia, ele já pode retornar ao mercado de trabalho, dependendo da gravidade da lesão e da capacidade de cicatrização.

Em 2009 o senhor realizou um transplante de dedo do pé na mão. Em que circunstâncias o procedimento é indicado?

Quando não é possível fazer o reimplante em caso de amputação; por exemplo, se o dedo estiver muito esmagado, aconselho que seja feito o transplante de um dedo do pé na mão, já que o polegar responde por quase metade da função da mão e esta é a melhor maneira de devolver a sensibilidade do membro perdido. Além disso, o dedo do pé é reconstruído e continua lá, só que de um tamanho reduzido.

* O Sesdec Notícias é uma publicação mensal impressa com tiragem de 45 mil exemplares da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil. Todos os diretos são reservados. São permitidas reproduções dos artigos, matérias ou entrevistas em outra mídia impressa, eletrônica ou qualquer outro meio, desde que citada a fonte e mediante autorização por escrito dos responsáveis pela publicação. Em caso de dúvida, entre em contato pelo email Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou pelos telefones (21) 2333-3813 ou (21) 2219-3228.

Atualizado em Qua, 13 de Abril de 2011 14:13
 
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