SECRETARIA DE
SAÚDE E DEFESA CIVIL

   
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Entomologia Insetos
       
Mosquitos Carrapato e Pulga
       
Programa GOTAS Laboratório
     
 
 

HISTÓRICO

Em 24 de agosto de 1995 através da portaria 440 publicado no Diário Oficial de 06/09/95 o Setor de Vigilância de Vetores e Reservatórios deixa de existir e passa a Núcleo de Entomologia do Rio de Janeiro - NERJ.

Mais tarde o NERJ passa para Núcleo de Entomologia do Estado do Rio de Janeiro - NEERJ. E em abril de 2005, através da resolução SES nº 2720 - 29/04/2005, o NEERJ passa a ser denominado Centro de Estudos e Pesquisa em Antropozoonoses Máximo da Fonseca Filho - CEPA.

Assim sendo, nada mudou em suas atribuições no Centro de Estudos e Pesquisa em Antropozoonoses Máximo da Fonseca Filho, como :

Orienta, coordena e supervisiona os trabalhos entomológicos que se realizem no estado;
Monitorar, em caráter regular em articulação com instituições de pesquisa, o comportamento biológico e ecológico de espécies vetoras e de reservatórios de doenças;
Promover a realização periódica de inquéritos entomológicos tendo em vista a validação ou reorientação, quando necessário, das atividades de controle de vetores;
Propor, acompanhar, avaliar e divulgar em articulação com instituições de pesquisa, resultados de ensaios de campo para testes de novos defensivos, equipamentos de aplicação de inseticidas, e metodologia alternativas de controle de vetores e reservatórios;
Testar periodicamente a susceptibilidade de espécies vetoras aos defensivos químicos e biológicos.

Os nomes durante longos anos foram mudando mais a qualidade dos trabalhos continua a mesma, aprimorando e desenvolvendo na media que a evolução e tecnologia cientifica cresce a cada ano. O CEPA vai companhando essa evolução e dedicando-se para manter a qualidade de seu trabalho.

 

 

APRESENTAÇÃO

Desde sua criação o Centro de Estudos e Pesquisa em Antropozoonoses Máximo da Fonseca Filho vem ampliando na área da pesquisa, contando atualmente com 16 funcionários, abrangendo os mais variados trabalhos de campo e laboratório.

No CEPA são desenvolvidos programas integrados de pesquisas, através de convênios com instituições da FIOCRUZ e FEEMA, que possibilitam a aquisição de novos equipamentos científicos e a ampliação da infra-estrutura do departamento. Dessa forma, os funcionários em Entomologia encontram boas condições para treinamento, pois constam com laboratórios bem equipados.

Entomologia tem recebido alunos de quase todos os Municípios para treinamentos em Sistemática de Formas Imaturas de Culicidae com Importância Médica

O corpo docente do CEPA desenvolve também intenso programa de atendimento a comunidade no que diz respeito à identificação e controle de insetos.

As principais linhas de pesquisa são: Biologia de Insetos; Controle Biológico de Pragas; Ecologia de Insetos; Insetos Úteis; Modelos, Análise de Sistemas e Simulação em Ecologia de Insetos; Patologia e Controle Microbiano de Insetos; Resistência de Insetos a Inseticidas; Taxonomia de Insetos; Transmissão de Agentes.

Os resultados das pesquisas desenvolvidas no Laboratório de Entomologia do CEPA vêm contribuindo com informações técnico-científicas, principalmente para o de insetos com importância na saúde pública.

Missão do CEPA

Adotar atitude facilitadora na articulação com as partes interessadas, com : Comunidades, colegas de trabalho, direção e a sociedade;
Assegurar a ética profissional, e que seja, cumprida nas nossas atividades diárias.

Compromissos do CEPA

Trabalhar de forma preventiva na proteção do Ser Humano;
Assegurar padrões elevado de segurança para todas as comunidades expostas as atividades de nossa equipe;
Fornecer as comunidades informações que permitam melhores esclarecimentos sobre os fatores entomológicos e epidemiológicos, ao longo do seu ciclo e prevenção;
Elaborar Planos e Metas, para melhor comprometer-se com o nosso cumprimento e com a melhoria contínua de nossos resultados;
Utilizar tecnologia adequada para disponibilização na concepção de uma informação segura para toda equipe envolvida em nosso trabalho;
Educar, capacitar e conscientizar, todos que fazem parte dessa Organização, buscando uma parceria;
Reconhecer aqueles que contribuem para a melhoria do desempenho da Segurança ,Saúde e Valorização da VIDA.

Valores do CEPA

AVALIAÇÃO - Avaliar a segurança e saúde das pessoas, continuamente, em todas as suas ações, conduzindo e apoiando pesquisas relacionadas aos efeitos de nossas atividades;
MELHORIAS - Aprimorar o nosso desempenho a cada dia, através do desenvolvimento tecnológico, capacitação, treinamento e conscientização, objetivando atender as expectativas das partes interressadas, estando comprometido com a melhoria contínua do nosso trabalho;
ÉTICA PROFISSIONAL - Estar comprometido com a ética e suas normas aplicáveis e avaliando o seu cumprimento;
RESPONSABILIDADE - Saúde, segurança e valorização do Ser Humano. Comprometimento com a qualidade estrutura da nossa organização;
DESAFIO - A busca permanente da rentabilidade e da competitividade, trabalho em equipe, o espírito empreendedor e superação dos desafios.

Política do CEPA

Toda a força de trabalho dessa organização é responsável e está comprometida com a segurança, proteção, saúde e a valorização da vida do Ser Humano;
Segurança,Saúde e melhores condições de vida são partes indispensáveis do sistema de trabalho do CEPA. E o nosso desempenho está alinhado com o uso eficiente do conceito de desenvolver um bom trabalho em equipe.

Diretrizes do CEPA

Nós que fazemos partes da equipe do CEPA, consideramos em nosso serviço o atendimento as necessidades atuais e futuras das comunidades e demais partes interessadas, comprometidos com : a valorização do Ser Humano, saúde, segurança e ética profissional e buscando a melhoria contínua de nosso trabalho.

 

 

EQUIPE

ALCIMAR MARTINS RIBEIRO - Guarda de Endemias
ALDEMIR LEITE DE ANDRADE - Técnico de laboratório
EDUARDO FARAJ DALMAS - Guarda de Endemias
GLAUBER ROCHA - Guarda de Endemias
JOSE LUIS DA SILVA - Guarda de Endemias
LUIZ CARLOS VIEIRA DE BARROS - Agente de Saúde Publica
MARCELO CELESTINO DOS SANTOS - Guarda de Endemias
MARCELO JOSÉ DAS NEVES PEREIRA - Guarda de Endemias
MARCOS NUNES DO NASCIMENTO - Guarda de Endemias / Biólogo
MARIA STELLA BARROS DE SOUZA - Guarda de Endemias
MÁXIMO DA FONSECA FILHO - Guarda de Endemias
MOACYR ANTUNES MACHADO - Guarda de Endemias
REGINALDO LUIZ DOS S. REGO - Guarda de Endemias
RENATO CARVALHO DE ANDRADE - Guarda de Endemias
RICARDO JOSÉ - Guarda de Endemias
ROBERTO COSTA PERES - Guarda de Endemias
ROGÉRIO DE MOURA TAVARES - Guarda de Endemias
ROSILENE LUCAS JARDIM - Guarda de Endemias
SERGIO PEREIRA CUNHA - Técnico de laboratório
SIDINEI DA SILVA SOARES - Técnico em Saúde / Biólogo
WALLACE FRANCISCO DE OLIVEIRA SILVA - Laboratorista / Biólogo

 

 

CONTATO

Endereço: Prédio da Expansão da Fundação Oswaldo Cruz, sala 109. Avenida Brasil, nº 4036 - Maguinhos - Rio de Janeiro.

E-mail - neerj@bol.com.br

Telefones - (21) 3882-9012 / (21) 3882-9013

 

 

PROJETOS

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Planejamento das Capacitações Visando o Projeto De Implantação da Rede Hierarquizada de Insetos Vetores
Projeto de Implantação da Rede Hierarquizada de Monitoramento de Anofelinos no Estado do Rio de Janeiro
Projeto de Implantação da Rede Hierarquizada de Monitoramento de Flebotomineos no Estado do Rio de Janeiro
Projeto de Implantação da Rede Hierarquizada de Monitoramento de Insetos Vetores no Estado do Rio de Janeiro
Protocolo de Estudos para Monitoramento e Identificação de Insetos Hematófagos de Importância Epidemiológica em Áreas de Preservação Ambiental (Parques e Reservas Florestais, Zoológicos e Áreas de Concentração de Aves Migratórias) do Estado do Rio de Janeiro

 

 

 

ENTOMOLOGIA

É parte da zoologia que estuda os insetos, sua biologia, sistemática, comportamento e relações com o meio.

De modo esquemático, podemos dividir a Entomologia em Científica, Aplicada e Industrial.

Definições e divisões da entomologia

Entomologia Científica se ocupa da pesquisa pura e compreende :

Morfologia - estuda a estrutura do corpo dos insetos;
Fisiologia - estuda as funções dos órgãos dos insetos;
Ecologia - estuda os hábitats e as relações dos insetos com o meio;
Sistemática - estuda a classificação e a identificação dos insetos.
Podemos ainda incluir : Genética de insetos, embriologia e entomologia paleontológica.

Entomologia Aplicada se ocupa do estudo dos insetos que possam atingir diretamente o homem ou as suas propriedades e compreende:

Entomologia Médica - estuda insetos transmissores de doenças;
Entomologia Veterinária - estuda insetos transmissores de doenças a animais domésticos;
Entomologia Agrícola - estuda os insetos-pragas, seu controle químico ou biológico.

Entomologia Industrial se ocupa do estudo da produção, exploração e comercialização de produtos úteis fornecidos pelos insetos, como a seda, o mel, a cera, a laca e o carmim.


Entomologia em Saúde Pública

È parte da entomologia responsável pelo estudo da transmissão e dispersão de várias doenças, transmitidas por vetores que afetam saúde e a qualidade de vida do homem.

 

 

INSETOS X HOMEM

Quando o homem surgiu sobre a face da terra, ainda mal diferenciado dos antropóides, os insetos apresentavam-se altamente especializados e evoluídos, mercê de uma enorme anterioridade de vida sobre o planeta. Isto explica a razão da prática invencibilidade dos insetos, face aos esforços fabulosos que a humanidade tem empregado, desde mais remotas era, a fim de livrar-se do ataque dos insetos, devastando colheitas, danificando alimentos, habitações, vestuários, sugando o nosso sangue e transmitindo doenças.

São os insetos os mais temíveis e implacáveis concorrentes do homem no usufruto e domínio da terra.

A relação inseto x homem pode ser classificada em dois grupos gerais, como : os benéficos e os nocivos.

Alguns insetos podem ser considerados neutros devido ao seu pequeno número, seus efeitos diretos não são sentidos pelo homem.

O homem beneficia-se dos insetos de muitas maneiras, como : os insetos fornecem-nos mel e cera de abelha, seda e muitos outros úteis. Muitas espécies são parasitas ou predadoras e, assim, importantes na manutenção das espécies-pragas sob controle; outras, auxiliam no controle de plantas nocivas e outras ainda consomem os restos putrefeitos e tornem o mundo um pouco mais agradável. Os insetos são o único ou o principal alimento de muitas aves, peixes e outros animais. Algumas espécies são usadas no tratamento de certas moléstias.

Os estudos dos insetos tem auxiliado os cientistas a resolver muitos problemas de hereditariedade, evolução, sociologia, poluição dos rios e de outros setores como também valor estético, artistas, modistas e desenhistas têm usado a sua beleza.

Por outro lado, muitos insetos são nocivos ou destrutivos. Atacam muitas plantações, incluindo plantas de valor para o homem e usam-se como alimento, prejudicam ou matam-nas, ou nelas introduzem moléstias. Atacam as propriedades do homem, incluindo sua casa, roupas e alimento armazenado e os destroem, danificam ou contaminam. Atacam o homem e os animais e são desagradáveis devido a sua presença, odores, picadas e ferroadas e muitos são agentes de transmissão de algumas das mais sérias moléstias que afligem o homem e os animais.


INSETOS X MEDICINA HUMANA

Na saúde humana, diversos insetos atuam como vetores de agentes infecciosos, como por exemplo: malária, Doença de Chagas, filarioses, oncocercose e leishmanioses. Para ter-se uma noção do impacto e importância destas enfermidades humanas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) dentro das oito doenças que mais afetam a população mundial atualmente, as cinco citadas encontram-se incluídas. Completando este grupo, incluiríamos amebíase, hanseníase e tuberculose.

Como agentes espoliadores, estressantes e/ou vetores de agentes infecciosos humanos temos moscas, mosquitos, pulgas, piolhos e barbeiros, respectivamente, Ordens Díptera (Sub-ordens Cyclorrapha e Nematocera), Siphonaptera, Anoplura e Hemíptera (Sub-ordem Reduviidae).


INSETOS X SAÚDE

Os insetos e a transmissão de doenças

A crença de que os insetos surgiam espontaneamente da podridão dos pântanos, da lama, do esterco e da madeira vigorou durante um longo período histórico. Esta idéia só foi abalada com as experiências de Francisco REDI (1626-1697), quando provou que as larvas encontradas na carne putrefata originavam-se de ovos que haviam sido depositados pelas moscas.

Frederico-Cristiano LESSER (1692-1754), relatou que a morte de Tito, imperador romano, foi causada por uma mosca que lhe entrara pelo nariz, ocasionando-lhe terríveis dores de cabeça. Este fato sugere que Tito foi vítima de grave miíase nasofaringeana.

Os antigos já tinham conhecimento de que algumas doenças estavam relacionadas com a presença de insetos, mas a causa sempre era atribuída aos ambientes imundos onde supostamente estes artrópodes recolhiam as enfermidades. A comprovação experimental da transmissão de agentes patogênicos por insetos só foi confirmada há pouco mais de cem anos.

Em 1881, o médico cubano Carlos Finlay, comprovou que o Aedes aegypti é o transmissor da febre amarela e em 1902 verificou-se que o vírus da dengue também é transmitido por este mosquito, que foi introduzido nas Américas durante a colonização.

A primeira epidemia de febre amarela ocorreu no Recife, em 1685, logo no ano seguinte esta doença causou 900 óbitos na Bahia.

Atualmente o Aedes aegypti ainda convive com o homem em muitos centros urbanos e é responsável pelas repetidas epidemias de dengue em diversas cidades.

Em 1986, foi introduzido no Rio de Janeiro o Aedes albopictus, outro mosquito exótico envolvido com a transmissão da febre amarela e dengue. A espécie é natural da Índia e dispersou-se rapidamente na maior parte do Território Nacional, com ampla distribuição no Rio Grande do Sul.

O Aedes albopictus é conhecido como mosquito tigre-asiático e pode viver no meio silvestre, em áreas rurais, assim como, no meio urbano ou periurbano. Parece que esta espécie veio para se estabelecer de forma definitiva na região Sul do Brasil.

Objetivos do Controle dos Mosquitos são :

Priorizar ações de manejo ambiental que resultem na redução do número de mosquitos com necessidade mínima de usar inseticidas;
Incentivar uma consciência coletiva sobre a importância e os procedimentos necessários para um controle eficiente dos mosquitos;
Realizar avaliações do ataque de adultos e o levantamento de focos de larvas para dimensionar as áreas que necessitam de ações prioritárias de manejo e para verificar a necessidade de aplicação de larvicidas;
Conhecer a biologia e as bases ambientais que influenciam na flutuação populacional dos mosquitos;
Incentivar a eliminação de focos de criação de mosquitos em áreas particulares e manter a integridade biológica dos ambientes de conservação permanente dos municípios.

 

 

Noções sobre Mosquitos

Ao longo do tempo, os mosquitos têm ocupado uma posição de importância como praga da humanidade. O efeito sobre a saúde e o bem estar do homem, do desconforto e a irritação causada pela picada é pouco, quando os vemos como transmissores de doenças para milhões de pessoas a cada ano. Estas doenças incluem malária, febre amarela, a dengue, a filariose.


Posição dos Mosquitos na Escala Zoológica

São invertebrados, tendo como características apêndices articulados que lhes dão movimento (do grego arhro = articulação, podos = pés) e um esqueleto externo, resistente e impermeável, impregnado de quitina (acetato de polissacarideos), o qual protege e sustenta os órgãos internos.

Estas características os colocam no Ramo Artrópode, e a presença de 3 pares de pernas na classe INSECTA, por possuirem 1 par de asas pertencem a ordem DIPTERA, e a família CULICIDAE pela presença de escamas nas asas e tromba picadora-sugadora duas vezes maior que a cabeça. Os gêneros mais conhecidos, de importância epidemiológica, são : CULEX, AEDES E ANOPHELES que englobam as espécies mais comuns.

No gênero Culex encontramos o mosquito que mais se adaptou ao ambiente criado pelo homem e o de maior incidência no Município do Rio de Janeiro : a espécie Culex quinquefasciatus (o "pernilongo comum").

No gênero Aedes encontramos o mosquito que tem preferência por criadouros artificiais com água limpa sendo extremamente