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REUNIÕES
ORDINÁRIAS 2000
DESENVOLVIMENTO
DA 6ª REUNIÃO ORDINÁRIA
Data: 12.06.2000
I
- APROVAÇÕES DA CÂMARA TÉCNICA
PACS e PSF - Dr. Juraci citou os municípios que encaminharam
as declarações de incentivo ao PACS e PSF:
Araruama, Cabo Frio, Cacheira de Macacu, Casimiro de Abreu,
Cordeiro, Iguaba Grande, Paraíba do Sul, Quatis,
Resende, Rio Claro, Santo Antônio de Pádua,
Silva Jardim e Três Rios. Perguntou se a CIB estava
de acordo com a aprovação. A CIB aprovou todos
os pleitos supracitados.
Plano
de Combate às Carências Nutricionais - Dr.
Valcler citou o pleito para renovação do Plano
de Combate às Carências Nutricionais de Rio
Bonito. Expôs que a C.T. o havia aprovado. A CIB aprovou
o referido pleito.
Credenciamento
- Dr. Valcler citou o processo n.º 00009053/2000 -
Hospital Escola Álvaro Alvim - FIDEP - SMS de Campos
dos Goytacazes e Proc. nº 00001630-0/1999 - SMS de
Angra dos Reis - Credenciamento no procedimento de Hemodiálise.
Dr. Valcler informou que esses processos obtiveram pareceres
favoráveis da C.T., perguntou se a CIB os aprovaria.
A CIB concordou com a aprovação.
Teto
Financeiro do Município de Carmo - Dr.ª Ceres
informou que Carmo, na PPI da AIH, teve uma grande perda
de recurso em maio. Declarou que em junho, o município
recebeu o teto que faltara em maio e o teto referente a
junho. Declarou que o teto desse município retornaria
ao normal.
II
- PROGRAMAS DO INCA - Dr.ª Vera Lúcia iniciou
a apresentação expondo a organização
do INCA, com a implantação de 03 grandes programas:
Controle do Tabagismo e outros fatores de câncer;
Viva Mulher - Programa de Controle do Câncer de Colo
do Útero e Mama e o Programa de Avaliação
e Vigilância de Câncer. Declarou que, no Programa
de Controle do Câncer de Colo do Útero e Mama,
foi constatada a importância de se trabalhar a questão
gerencial e destinar pelo menos uma pessoa no município
que conheça bem as etapas do Programa. Informou que,
na campanha realizada em 98, foi previsto o pagamento extra
teto dos procedimentos para detecção precoce
do câncer de colo do útero, como uma forma
de estímulo para que os municípios implantassem
o programa. Informou que foi verificado no Estado do Rio
que esse extra-teto tem sido utilizado no pagamento das
citologias e não para as coletas, portanto, existia
uma discrepância no que os municípios estavam
recebendo com as coletas e os laboratórios com as
citologias. Informou que o Estado do Rio não realizou
nem um terço da citologia do Papanicolau que era
de sua responsabilidade. Expôs que isso se devia à
falta de organização da rede, desconhecimento
do programa e falta de informações sobre o
pagamento exta-teto dos exames. Expôs que o INCA pretende
trabalhar o máximo possível a nível
ambulatorial e avançar na parte de prevenção.
Informou que o Estado do Rio possui os polos de CAF em pleno
funcionamento. Explicou que o CAF é um aparelho de
cirurgia de alta freqüência, utilizado no câncer
de colo do útero em estágio inicial e que
constitui uma forma de tratamento revolucionária,
onde a paciente, ao invés de ser encaminhada para
uma rede de atendimento terciária, é tratada
em unidade de saúde de rede secundária, que
possui alguma vinculação com o hospital. Declarou
que o INCA propõe que sejam implantados também,
polos para colo e biópsia, procedimento extremamente
ágil para diagnóstico do câncer de mama
e que evita, caso o resultado seja negativo, que a paciente
seja encaminhada para a rede terciária. Relatou que
o exame de Papanicolau precisava ser realizado dois anos
seguidos e se os resultados fossem negativos, o exame deveria
ser repetido a cada três anos. Informou que há
dois anos que o primeiro exame de Papanicolau foi realizado
em grande escala, através de campanha do INCA e que
a idéia seria repetir esse trabalho em dezembro deste
ano. Expôs, com relação ao câncer
de mama, que era preciso ser rastreada a população
de 50 a 69 anos. Declarou que o INCA adquiriu 50 mamógrafos,
pois no levantamento realizado, muitos dos mamógrafos
existentes estavam com defeito e não poderiam realizar
o rastreamento de forma eficaz. Dr.ª Analice perguntou
se o processo de prevenção do câncer
de colo do útero seria desenvolvido em conjunto com
a questão do câncer de mama. Dr.ª Vera
Lúcia expôs que isso seria feito e que no futuro,
esse trabalho seria desenvolvido com mulheres de 40 a 69
anos de idade. Dr. Jacob informou que houve uma liminar
suspendendo a licitação dos mamógrafos.
Isso atrasou o desenvolvimento do projeto. Declarou que
no próximo ano seria iniciado o levantamento a respeito
do Câncer de Próstata. Dr. Paulo Camandaroba
informou que havia falta de mamógrafos na rede pública
e que a rede privada não queria prestar o serviço
pela tabela SUS. Dr.ª Vera expôs que o valor
da mamografia precisaria ser revisto, informou que o INCA
participaria de uma reunião com o MS para discutir
o financiamento. Dr. Jacob informou que o INCA ofereceria
incentivos à rede privada para que aderisse ao Programa
de Controle do Câncer de Colo do Útero e Mama.
Dr. Carlos Alberto (SMS de Angra dos Reis) expôs que
seria importante integrar a prevenção do câncer
ao projeto VIGISUS, o que possibilitaria trabalhar essa
questão em conjunto com os Programas de Saúde
da Família e Agentes Comunitários de Saúde.
Perguntou sobre a capacitação de profissionais
para utilizarem os mamógrafos. Dr.ª Vera Lúcia
informou que entrou em contato com a Secretaria Nacional
de Assistência à Saúde e que seria criado,
dentre 02 meses, o módulo Câncer do PACS e
PSF. Informou que além dos 50 mamógrafos do
INCA, existem mais 45 sendo adquiridos pelos Ministérios
da Saúde e da Educação. Informou que
havia intuito de criar um comodato para que os mamógrafos
fossem utilizados com Controle de Qualidade, técnicos
em Radiologia e radiologistas qualificados pelo INCA, como
forma de padronização dos laudos. Declarou
que o INCA já qualificou técnicos e radiologistas
em todas as Secretarias de Estado e que em cada uma existe
pelo menos um técnico formado pelo INCA. Dr.ª
Sueli perguntou, acerca da prevenção do câncer
de mama, se haveria estrutura para suprir a demanda e acompanhar
a qualidade do tratamento dispensado aos pacientes, pois
não adiantaria apenas o fornecimento dos mamógrafos.
Dr.ª Vera informou que nas Bipartites de outros estados
foi sugerida a criação de uma comissão
SES/COSEMS para avaliar essas questões. Dr. Juraci
informou que a Comissão Estadual de Assistência
à Oncologia, formada por representantes da SES, COSEMS,
INCA e MS seria mais idônea para fazer essa supervisão.
Dr.ª Vera expôs que essa comissão possui
caráter assistencial e que o ideal seria se pudesse
integrar questões como a Prevenção
e o Diagnóstico Precoce. Dr. Juraci perguntou se
a CIB concordaria que as questões levantadas pelos
Secretários Municipais de Saúde fossem discutidas
na próxima reunião da Comissão Estadual
de Assistência à Oncologia. Os membros da CIB
concordaram com esse encaminhamento. Dr.ª Analice sugeriu
que houvesse um informe na CIB sobre como essa discussão
foi realizada na Comissão de Oncologia. A CIB concordou
com essa sugestão.
III
- APRESENTAÇÃO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA
DA SES - Dr. Valcler propôs que a Apresentação
da Execução Orçamentária da
SES não fosse realizada nesta reunião, por
causa da extensão da pauta. Todos concordaram.
IV
- FINANCIAMENTO DE DIAGNÓSTICO LABORATORIAL - Dr.
Juraci declarou que o MS, a partir do 2º Semestre desse
ano, deixaria de fornecer os kits dos exames CD4/CD8 carga
viral. Informou que o Estado propõe o financiamento
desses exames a partir de janeiro de 2001. Informou que
foi discutida na C.T. a possibilidade de encaminhar à
CIT a proposta para que o MS continue adquirindo os kits
e repassando-os para os municípios. Expôs que
outra proposta seria para que o volume de recursos gastos
pelo MS na aquisição dos kits fosse repassado
para estados e municípios, caso o MS não aceitasse
reabrir a discussão. Declarou que precisaria ser
discutida a alocação desse recurso, se seria
realizada via teto financeiro ou através da FAEC.
Dr.ª Analice informou que seria melhor descentralizar
o serviço. Declarou que era preciso discutir o repasse
desse recurso do Estado para os municípios.
V
- REFORSUS - Dr.ª Ceres expôs que a Dr.ª
Sônia realizaria o informe sobre a questão
do REFORSUS no Estado. Dr. Juraci sugeriu que antes houvesse
a discussão solicitada na reunião anterior
da CIB, a respeito dos convênios celebrados em 97,
para os hemocentros. Informou que a Dr.ª Kátia
Motta foi convidada pra falar sobre esse assunto. Não
houve objeções. Dr.ª Kátia expôs
que o HEMORIO possuia a meta de interiorização
e expansão da Rede de Hematologia e Hemoterapia no
Estado do Rio. Declarou que havia algumas submetas, como
por exemplo, aumentar as coletas de sangue da Rede Pública
para 300.000 ao ano. Informou que no ano passado houve a
coleta de 210.000 bolsas. Declarou que, se a capacidade
instalada já existente fosse otimizada, essas coletas
aumentariam para 400.000. Dr.ª Analice informou que
a referência de seu município era em Barra
Mansa e que a dificuldade maior estava na locomoção
dos doadores. Expôs que uma unidade móvel seria
de extrema importância para seu município.
Dr.ª Kátia Motta informou que as unidades móveis
seriam discutidas no projeto de expansão. Expôs
que o único problema seria o custo, pois dificultaria
a sua operacionalização. Declarou que o HEMORIO
estava realizando o treinamento dos profissionais na captação
de doadores. Dr.ª Analice perguntou se esse treinamento
não poderia ser descentralizado. Dr.ª Kátia
expôs que o pessoal que realiza os treinamentos trabalha
no HEMORIO e não havia como dispor de tempo e recursos
para deslocá-los até as regiões. Dr.
Paulo Camandaroba perguntou se poderia ser ministrado um
curso, caso os municípios assumissem os custos. Dr.ª
Katia declarou que isso poderia ser discutido, com a indicação
de um funcionário por mês para ministrar um
curso regional. Informou que foi desenvolvido no HEMORIO
os cursos de Imuno-hematologia e Enfermagem sob Instalação
de Transfusão e Verificação de Reações
Transfusionais. Dr.ª Kátia expôs que outra
meta era reduzir o risco das perdas do sangue, por prazo
de validade vencido, falta de remanejamento, etc. Informou
que para minimizar esse problema, seriam capacitados técnicos
para serem responsáveis pelas unidades. Solicitou
que os municípios encaminhassem um técnico
da unidade de coleta para esse curso de capacitação.
Discorreu sobre o Projeto de Transplantes de Medula e a
implantação do Sistema de Hemo-vigilância,
realizado em conjunto com a COFISA/SES. Informou que a COFISA/SES
também auxiliaria no controle de qualidade do produto
final. Informou que há recursos do REFORSUS/96 para
o HEMORIO, destinados à obras, equipamentos e modernização
gerencial. Declarou que as obras do HEMORIO estavam paralisadas
devido ao atraso na contrapartida estadual e que o repasse
desse recurso seria realizado ainda esse mês. Informou
que as obras seriam retomadas. Sobre o Hemocentro de Itaperuna,
informou que faltavam algumas plantas de estrutura, indispensáveis
o início da licitação. Declarou que
para a construção do Hemocentro Estadual em
Nova Friburgo faltava apenas a escolha do terreno, que seria
realizada em breve. Informou que para o REFORSUS/98 não
houve o repasse, um ofício foi enviado ao MS, porém,
a resposta foi extra-oficial, expondo que primeiro deveria
ser gasto o recurso do REFORSUS/97. Informou que o convênio
nº 2873 estava em andamento, inclui os municípios
de Macaé, Três Rios, Teresópolis, Duque
de Caxias, Resende, Itatiaia, Itaocara, Natividade e Conceição
de Macabu. Expôs que o mesmo foi renovado recentemente
por mais um ano. Informou que os municípios de Resende
e Duque de Caxias estavam em processo de licitação,
Três Rios necessitava de reajuste nas plantas por
parte da Vigilância Sanitária e que Itatiaia,
Natividade e Itaocara apresentavam pendências da Vigilância
Sanitária. Expôs que solicitou agilidade da
COFISA/SES e dos municípios para resolver essa questão.
Declarou que Italva enviou um ofício abrindo mão
de seu recurso, propôs que o mesmo fosse utilizado
em Três Rios, pois este apresentou muitas necessidades
que não foram atendidas pela escassez de recursos.
Informou sobre o convênio nº 210, que possui
recursos para Campos, declarou que há pendências
do município com a Fiscalização Sanitária.
Expôs que Angra dos Reis foi liberado pela COFISA
e era o único município sem pendências.
Declarou que a primeira obra que fosse aprovada pela Vigilância
Sanitária seria liberada para licitação,
a fim de agilizar esse processo. Dr.ª Sônia informou
que os municípios que ainda não iniciaram
o processo licitatório teriam o recurso apenas no
ano que vem, devido às eleições deste
ano. Declarou que 58 processos foram aprovados na CIB e
que apenas 36 assinaram o contrato. Informou que 07 municípios
que assinaram o contrato ainda não iniciaram o processo
licitatório. Solicitou que essas licitações
fossem aceleradas. Informou que 06 municípios estavam
abaixo do teto de financiamento, foram convocados no ano
passado e vieram para uma reunião com a UATL. Declarou
que desses seis, apenas Engenheiro Paulo de Frontin encaminhou
seu projeto. Informou que este foi encaminhado para o MS
emitir o parecer final. Informou que os demais municípios
não se manifestaram. Dr.ª Sônia declarou
que somente no próximo ano eles poderiam ser contemplados.
Dr. Valter expôs que o COSEMS entraria em contato
com esses municípios.
VI
- FARMÁCIA BÁSICA - Dr. Moraes informou
que a primeira entrega dos kits, esse ano, seria realizada
em junho (14 itens de medicamentos), a Segunda entrega seria
em julho, a terceira em setembro e a Quarta em outubro.
Abordou a questão da demora no desenvolvimento do
Programa, onde os municípios receberam entre 6 e
8 itens apenas. Explicou que esse fato ocorreu devido à
dificuldade inicial do IVB na aquisição de
insumos para a fabricação dos medicamentos.
Declarou que no Programa ficou acordado que o Estado realizaria
sua contrapartida em medicamentos. Citou o impasse com o
município do Rio, que se recusou a receber os 14
medicamentos entregues pelo IVB, alegando que deveria receber
em recurso e não em medicamentos. Expôs que
o MS estava realizando a cobrança da prestação
de contas. Declarou que o tempo médio de repasse
do recurso era de 15 dias e que para isso era preciso encaminhar
a documentação dos municípios dentro
desse prazo. Informou que Paty do Alferes e Angra dos Reis
não encaminharam a documentação. Informou
que foi aberto o processo de compra de medicamentos para
Cabo Frio e Nova Friburgo, que foram reabilitados pelo MS.
Informou que repassou os nomes dos 55 municípios
que não enviaram a prestação de contas
para a Mirian (Assessora do COSEMS). Informou que, caso
haja pendência prolongada da prestação
de contas, apresentaria essa questão ao CES. Dr.ª
Analice expôs que não utilizou o recurso da
contrapartida de seu município. Informou que o problema
maior foi o acordo não cumprido pelo IVB. Declarou
que enviou a informação sobre a quantidade
de medicamentos que seu município precisaria e que
não recebeu medicação suficiente. Dr.
Valter criticou o tumulto no início do Programa e
os atrasos ocorridos. Propôs que o prazo para o envio
da documentação fosse estendido até
o dia 30/6. Dr. Moraes informou que um seminário
sobre Política de Medicamentos precisa ser organizado,
com uma abordagem regional, com técnicos dos municípios
e da SES. Dr.ª Analice declarou que seria importante
a participação não só dos técnicos,
mas também dos gestores.
VII
- UTI NEONATAL - Dr. José Monteiro informou que
o Franklin apresentaria a Rede de Centrais de Regulação
da UTI Neonatal. Declarou que pessoas das unidades prestadoras
de serviços e os representantes dos municípios
seriam convocados para um treinamento sobre o funcionamento
dessa Rede. Informou que, mesmo com a contratação
especial de 76 leitos privados, ainda haveria déficit
de leitos no Estado do RJ. Declarou que existia a possibilidade
de alocação de recursos do REFORSUS para auxiliar
nessa questão, porém, isso precisaria ser
discutido. Expôs que todo Secretário Municipal
de Saúde possui autoridade para internar em qualquer
leito, desde que em condições, caso não
conseguisse leitos com a Central de Regulação
ou a CAIPE. Alertou sobre a importância do Pré-Natal,
que evitaria quase 80% das internações por
motivos de pré-maturidade. Abordou a questão
das crianças que estavam recebendo alta sem serem
encaminhadas a um acompanhamento especializado. Dr. Paulo
Camandaroba citou a necessidade de um protocolo para avaliar
as crianças que tem indicação ou não
para serem internadas, pois isso seria tão relevante
quanto o tratamento posterior. Declarou que pediatras poderiam
ser selecionados para realizar esse protocolo, ou o pessoal
do PAIMSCA. Dr. Gilson (SMS de Piraí) solicitou que
os municípios tivessem acesso aos critérios
para as internações. Sugeriu que protocolo
semelhante fosse elaborado para avaliar as altas das crianças.
Dr. Monteiro concordou com a idéia. Declarou que
a maior dificuldade desse protocolo consiste na emergência
dessas internações, impedindo qualquer processo
burocrático. Informou que outro problema grave era
a superlotação das Unidades de Tratamento
Intensivo. Expôs que o protocolo de internações
existente no Estado precisa ser estendido aos demais municípios,
pois houve participação apenas da Região
Metropolitana I e II. Informou que o valor da internação
em leito privado era de R$ 1.100,00/dia. Declarou que ainda
não havia registro da média de permanência.
Relatou que o Estado estava negociando um ajuste no contrato
com os prestadores. Expôs que a proposta do Estado
era rever esses valores de acordo com a tabela da TUNEP,
onde a diária da UTI ficava em torno de R$ 920,00.
Informou que, na negociação com os prestadores,
estes solicitaram um acréscimo de 20% sobre o valor
da tabela da TUNEP e o Estado contrapôs com a oferta
de 10% de acréscimo. Dr. Monteiro abordou a questão
da autorização das internações.
Orientou que as crianças fossem internadas se o caso
fosse grave, deixando-se a parte burocrática para
ser resolvida posteriormente. Sugeriu que os Secretários
Municipais de Saúde se reunissem para discutir a
extensão do termo de contrato assinado com a Região
Metropolitana, de forma que contemplasse os demais municípios.
Propôs também que cada região indicasse
um técnico para discutir os problemas existentes
na SES. Dr.ª Analice concordou e expôs que isso
possibilitaria maior controle dessa questão por parte
dos gestores e dos Prefeitos. A CIB concordou com as propostas
supracitadas pelo Dr. Monteiro. Franklin iniciou a apresentação
da Rede de Centrais de Regulação da UTI Neonatal,
informou que a mesma seria inaugurada no dia 29/6. Informou
o n.º da Central: 242-2775 e FAX: 242-3634. Apresentou
o modelo operacional da mesma, onde o foco seria o atendimento
das maternidades de Alto Risco e UTI Neonatal. Declarou
que eram contempladas 23 unidades públicas do projeto
de gestantes de Alto Risco e 21 unidades privadas. Expôs
que existem 145 leitos públicos e 76 privados, sendo
que alguns leitos privados encontram-se desocupados. Informou
que o turno de atendimento das ligações era
de 24 hs. Declarou que as unidades que internavam no próprio
leito estavam sendo obrigadas a informar à Central,
para que houvesse maior controle das internações.
Relatou que no processo de atendimento da Central, o município
precisa enviar, após a ligação, um
FAX com o número do leito e informações
sobre o paciente. Expôs que a alta de pacientes também
precisava ser informada por telefone à central e
que depois de 48 hs era necessário encaminhar o comprovante
de atendimento, que constitui o fechamento dos dados e apresenta
o número da AIH a ser cobrada. Dr.ª Analice
expôs que o impasse seria a falta de assinatura dos
auditores. Franklin informou que seria realizado treinamento
de pessoal dos municípios para fazerem as solicitações
das fichas cadastrais. Declarou que eram necessárias
02 pessoas de cada Secretaria Municipal, para serem operadores.
Expôs que, no momento inicial, a falta de pessoal
treinado não impediria a solicitação
de internações dos municípios. Dr.ª
Analice perguntou se a CAIPE poderia ser desconsiderada,
já que a Central estava em funcionamento. Franklin
informou que a Central estava em condições
de internar diretamente. Mirian declarou que muitos municípios
informaram que a CAIPE não estava funcionando.
IV
- INFORMES GERAIS
-
Datas das Reuniões da CIB - Dr. Monteiro informou
que o Dr. Gilson propôs que as reuniões da
CIB fossem realizadas na 2ª terça-feira do mês.
A CIB concordou com essa proposta.
-
Metas dos Indicadores do PAB - Dr.ª Joyce informou
que o pacto do PAB e PACS/PSF estava quase completo, bastava
apenas que os municípios encaminhassem a documentação
necessária. Declarou que essa documentação
precisaria ser encaminhada ao MS até o dia 30/6.
Citou os municípios que não encaminharam a
documentação: Comendador Levy Gasparian, Cachoeiras
de Macacu, Conceição de Macabu, Duas Barras,
Miracema, Rio das Ostras e Rio de Janeiro. Relatou que o
MS retirou os indicadores do Câncer de Colo Uterino
e o de unidades básicas com nebulização.
Criticou as disparidades entre os dados utilizados pelo
MS e os da SES. Informou que o MS forneceu dados sobre Mortalidade
Infantil de 99, envolvendo todo o país, sem que o
Sistema de Mortalidade tivesse liberado essas informações.
Declarou que o SINAM possui apenas as informações
de 96 e 97, utilizadas pela SES. Declarou que representantes
do MS, ao serem questionados a respeito, informaram que
uma nota técnica seria emitida com explicações.
Informou que havia um procedimento novo na tabela SIA referente
ao indicador de cobertura de Procedimentos Odontológicos
Coletivos na população de 0 a 14 anos. Declarou
que esse procedimento foi incluído recentemente,
em outubro, por isso houve dificuldade dos municípios
na pactuação desse indicador. Devido a esse
fato, a Coordenadoria de Controle e Avaliação
optou por não pactuar esse indicador e enviar uma
nota técnica explicitando as dificuldades dos municípios.
Dr.ª Analice sugeriu que reuniões regionais
fossem realizadas para a pactuação/2000.
-
Qualificação de Estados e Municípios
- Dr.ª Ceres informou que na reunião da
CIT desse mês a SAS apresentaria a 4ª versão
da proposta de Descentralização da Assistência
à Saúde. Declarou a SES foi convidada para
uma reunião no dia 16/6 para discutir esse tema.
-
Piso Estadual de Saúde - Dr.ª Ceres informou
que esse recurso seria destinado ao aumento da participação
do Estado no financiamento da saúde. Expôs
que inicialmente a proposta era de R$ 36.000.000,00. Declarou
que foram aprovados R$ 5.400.000,00 para serem distribuídos,
nesse semestre, para os municípios. Informou que
algumas propostas técnicas foram elaboradas e faltava
apenas apresentá-las ao Dr. Gilson. Informou que
esse recurso não seria per capita simples, e sim
variável para cada município, de acordo com
os indicadores utilizados. Citou os indicadores: PIB per
capita dos municípios, repasse do SUS per capita,
população dos municípios e mortalidade
infantil. Expôs que foi incluído posteriormente
o indicador de Mortalidade Materna.
-
Credenciamento e Licitações - Dr. Juraci
declarou que houve um estudo realizado pelo Dr. Gilberto
(Assessor Jurídico do COSEMS), apresentado na C.T.,
acerca das avaliações do Tribunal de Contas
sobre as auditorias feitas sem a cobrança das licitações.
Informou que a SES não iria condicionar mais os credenciamentos
ao envio do processo de licitação. Recomendou
que os Secretários Municipais de Saúde e as
instituições privadas utilizassem algum instrumento
de acordo para garantir a prestação dos serviços.
Declarou que maiores detalhes poderiam ser obtidos com o
Dr. Gilberto.
Dr.
Gilson Cantarino O'Dwyer
Secretário de Estado de Saúde
Ana
Paula Souza Alves
Secretária Executiva da CIB/RJ
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