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É um termo genérico aplicado a uma síndrome
geralmente constituída de náuseas, dor abdominal, vômitos
e/ou diarréia acompanhada ou não de febre, estando atribuída
à ingestão de alimentos. Sintomas digestivos, no entanto,
não são as únicas manifestações dessa doença; os agentes
envolvidos com DTA são também responsáveis por afecções
extra-intestinais em diferentes órgãos e sistemas como meninges,
rins, fígado, sistema nervoso central, terminações nervosas
periféricas e outros. É popularmente conhecida como "intoxicação
alimentar".
Que agentes, estando presentes
no alimento, podem causar DTA?
Os agentes capazes de causar DTA podem ser divididos em:
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toxinas produzidas por bactérias
(estaficócica, botulínica, etc);
toxinas naturais (frutos do mar e pescados, cogumelos,
etc);
bactérias, vírus e parasitas (salmonelas, shigelas,
rotavírus, amebas, giárdias, etc);
substâncias químicas (metais pesados, medicamentos,
agrotóxicos, etc).
proteínas (prion, causador da popularmente conhecida
"doença da vaca louca");
físicos (contaminação por substâncias radioativas).
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Como podemos evitar a deterioração
dos alimentos?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) elaborou
uma lista de dez itens onde são descritos os principais
cuidados a serem adotados em termos de higiene e conservação
dos alimentos. Para conhecer estas regras clique em "Material
Educativo" e depois em "Regras
de Ouro para a Preparação Higiênica dos Alimentos".
Quais os principais
sintomas relacionados às DTAs ?
Os sintomas predominantes nas DTAs são os digestivos como
vômitos, diarréia, cólicas/dores abdominais, com ou sem
febre. Porém, dependendo do agente causador da doença, podem
também ocorrer, concomitante ou isoladamente, outros tipos
de sintomas:
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neurológicos - transtornos visuais,
formigamentos, paralisias, convulsões, etc;
alérgicos - coceiras, manchas, entumescimentos, edema
de glote, etc;
respiratórios - faringite, tosse, dificuldade respiratória,
etc;
outros - cãimbras, salivação, erupções cutâneas,
confusão mental, etc.
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Qual o tratamento?
É importante que o doente procure o serviço
de saúde para receber a orientação adequada sobre como deverá
ser tratado (não fazer automedicação).
O tratamento das DTAs é muito variado pois depende do agente
que está causando a doença. Na maior parte dos casos a terapêutica
tem como objetivo manter o estado do paciente estável, ou
seja, hidratado e com pressão sanguínea, respiração e temperatura
corporal dentro da normalidade. O uso de antibióticos ou
antiparasitários está indicado apenas em situações muito
específicas e a decisão quanto a seu uso só pode ser tomada
pelo médico, que saberá qual tipo de antibiótico ou antiparasitário
terá efeito contra o agente em questão. Os antidiarréicos
não devem ser utilizados, pois inibem os movimentos intestinais,
favorecendo a proliferação dos germes, podendo inclusive
agravar o quadro clínico.
Os remédios contra vômitos devem ser evitados por favorecerem
a depressão do sistema nervoso central, dificultando ou
impedindo a ingestão do soro oral e a alimentação. Pelo
mesmo motivo devem ser evitados os remédios contra a febre,
a qual pode ser tolerada até 38ºC.
Os casos de intoxicações químicas e por venenos de animais
ou plantas devem ser criteriosamente avaliados como casos
de emergência, ocasião em que o médico iniciará imediatamente
o tratamento específico para o caso.
A alimentação deve ser interrompida?
Não, pelo contrário, é importante preservar o estado nutricional
do paciente.
Para as crianças que ainda são alimentadas com leite materno
oferecer o seio com freqüência e se já foram introduzidos
outros alimentos tentar manter na medida do possível sua
rotina normal de alimentação. Para as crianças que tomam
leite artificial, deve-se procurar saber se o preparo da
mamadeira está correto, pois muitas vezes o erro no preparo
ou na conservação do leite é o que está causando a doença
na criança.
Da mesma forma, os adultos devem procurar se alimentar como
de costume, necessitando modificar os hábitos alimentares
apenas nos casos de alimentação excessivamente gordurosa
e nos casos em que alimentação habitual não estiver sendo
de boa aceitação.
Em caso de diarréia e/ou vômitos, para evitar a desidratação,
aumentar a ingestão de líquidos, como por exemplo: Sais
de Reidratação Oral, sucos ou água de arroz.
O que fazer com
o(s) alimento(s) suspeito(s)?
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Evitar que os alimentos suspeitos
continuem a ser consumidos ou vendidos
Guardar sob refrigeração todas as sobras de alimentos
na forma em que se encontram acondicionadas
Quando se tratar de produto industrializado suspeito
é necessário preservar a embalagem e os respectivos
acondicionamentos
Notificar imediatamente a um serviço público de saúde
(Secretaria Municipal de Saúde, postos ou centros
de saúde da rede pública)
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O que é um surto
de Doença Transmitida por Alimentos?
Episódio no qual duas ou mais pessoas apresentam sintomas
após ingerir alimento considerado contaminado por evidência
clínico-epidemiológica e/ou laboratorial. Quando se tratar
de caso não usual, um caso já constitui surto (por exemplo,
botulismo). É importante ressaltar
que qualquer caso de surto, por menor que seja, deve ser
imediatamente notificado, isto é, informado à saúde pública
(Secretaria Municipal de Saúde, postos ou centros de saúde
da rede pública).
A ocorrência de surto de DTA é de notificação compulsória
de acordo com a portaria 4.052 de 1998, sendo um dever
e um direito de todo cidadão comunicar à autoridade sanitária
a ocorrência de surto de DTA. A notificação é
obrigatória para médicos e outros profissionais de saúde,
no exercício da profissão, bem como para responsáveis por
organizações e estabelecimentos públicos e privados de saúde.
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TODO
CIDADÃO TEM O DIREITO E O DEVER DE NOTIFICAR
UM SURTO
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