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É o acompanhamento e avaliação
contínua dos casos de diarréia
aguda. Seu objetivo é capacitar a instituição
pública de saúde local com recursos
e atitudes ágeis e simplificada, que
lhe permita descobrir alterações
nas condições sanitárias
(inadequação da água para
consumo humano, do destino dos dejetos e do
lixo, falta de higiene pessoal e no preparo
de alimentos, etc) através do comportamento
anormal das doenças diarréicas.
Histórico
da MDDA
A diarréia ainda é uma doença
muito comum em nosso país, principalmente
nas Regiões Norte e Nordeste e nos locais
onde há precariedade nas condições
sanitárias, o que ocorre em várias
localidades do estado do Rio de Janeiro. As
dificuldades em vigiar as doenças diarréicas
decorrem fundamentalmente de dois fatores:
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A falta de notificação
dos surtos ao serviço local de
saúde por parte dos profissionais
e da própria população.
A população mais carente
está acostumada a conviver com
casos de diarréia e por isso não
lhe dá maior importância,
considerando-a acontecimento banal na
vida das pessoas. Essa idéia é
freqüente inclusive entre os próprios
profissionais de saúde, que só
se preocupam com a diarréia em
situação de surtos ou epidemias
que chamem muito a atenção
dos rádios, jornais e televisão.
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Independente do tipo de diarréia
as conseqüências são: desidratação,
desnutrição, elevados custos com
internações, perda de horas de
trabalho, redução da renda familiar,
transtornos de ordem pessoal, etc.
Devido à escassez de recursos destinados
à saúde, houve necessidade da
elaboração de propostas adequadas,
simples e de baixo custo capazes de melhorar
e mudar o quadro sanitário. Para isso
tornou-se necessário criar um sistema
capaz de registrar, colher e analisar com agilidade
dados sobre os casos de diarréia. A partir
destas considerações surge a necessidade
de iniciar um processo de monitorização
das doenças diarréicas agudas.
O
que é monitorizar?
Monitorizar é observar, registrar e analisar
ao longo do tempo determinadas características
dos casos da doença. No caso das doenças
diarréicas foram escolhidas cinco características,
que são:
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idade
procedência (local de residência)
data dos primeiros sintomas
data do atendimento
tipo de tratamento:
Plano A) Para pacientes sem desidratação
Plano B) Para pacientes com desidratação
leve ou moderada
Plano C) Para pacientes com desidratação
grave
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A partir da análise dessas características
os profissionais de saúde podem detectar
o aumento do número de casos ou mudanças
no padrão das diarréias (como,
por exemplo, maior número de casos em
uma faixa etária que antes era menos
acometida ou aumento do número de casos
tratados com o Plano C o que significa aumento
de casos graves).
Devemos informar que a monitorização
não termina nesse ponto, ou seja, ela
se justifica na medida que nos fornece o conhecimento
da situação local e auxilia nas
intervenções necessárias
para controlar ou resolver o problema. Outras
ações como o uso da Terapia de
Reidratação Oral (TRO), incentivo
ao aleitamento materno, melhorias de saneamento
básico, cumprimento do calendário
vacinal e orientações à
população, são fundamentais
para que se possa ter sucesso na solução
dos problemas.
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