SECRETARIA DE
SAÚDE E DEFESA CIVIL

 
 
 
Cólera
Diarréia
Febre Tifóide
Hepatite A
Transmitida por
alimentos
 

CONCEITO

Ë uma infecção aguda que acomete o fígado, sendo causada por um vírus que se adquire pela ingestão de água, gelo ou alimentos crus contaminados com fezes de pessoas doentes.

Pode também ser transmitido de pessoa a pessoa por qualquer tipo de contato íntimo que possibilite o contato da boca com superfícies ou objetos contaminados. Por isso, é especialmente importante em ambientes coletivos ou de condições higiênicas deficientes, que normalmente favorecem as infecções intestinais, como por exemplo: creches, orfanatos, quartéis, presídios, unidades psiquiátricas e mesmo residências.

Os manipuladores de alimentos também constituem importante fonte de contágio ao contaminarem a água e os alimentos que estão preparando.
A Hepatite A está intimamente ligada às condições precárias de saneamento básico e/ou de higiene. Quanto mais precárias estas condições, mais freqüentes são os casos e mais precoce a idade em que ocorrem.


QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

Após um período de incubação (tempo decorrido entre o momento de contágio e o início dos sintomas), que na maioria dos casos é de cerca de 28 dias, surgem alguns dos seguintes sintomas: mal-estar generalizado, falta de apetite, dor de cabeça, náuseas, vômitos, alterações de paladar e olfato, cansaço, dor na região do fígado e/ou estômago, febre, dores em músculos e articulações, faringite, tosse e coriza. Uma a duas semanas depois surge: urina escura ("urina cor de coca-cola"), fezes claras e icterícia (pele e olhos amarelados).

Apesar da grande quantidade de sintomas descritos acima, em grande parte dos casos a doença evolui de forma assintomática e a pessoa não toma conhecimento da infecção.

Outra possibilidade, também bastante freqüente, é que o quadro clínico seja muito sutil, o que faz com que a hepatite passe despercebida e, portanto, não seja diagnosticada. A maioria dos casos da doença não apresenta icterícia e cursa com sintomas que se confundem com os da síndrome gripal.


QUAL É O TRATAMENTO?

Não existe tratamento específico para a Hepatite A. Caso seja necessário o médico poderá receitar sintomáticos (no caso de náuseas, dores ou febre alta, por exemplo). Apenas nos casos clinicamente graves há necessidade de internação hospitalar, o que é pouco comum.

O repouso relativo no leito está indicado até a normalização das enzimas do fígado (transaminases), cujos níveis elevados, no caso da hepatite, indicam atividade inflamatória deste órgão.

Não há recomendações para a dieta, a não ser restringir os alimentos gordurosos no período onde os sintomas digestivos são preponderantes. Deve-se evitar a ingestão de bebidas alcoólicas e de drogas que sejam metabolizadas pelo fígado.


QUE TIPOS DE COMPLICAÇÕES PODEM SURGIR?

Praticamente todos os indivíduos previamente saudáveis recuperam-se por completo e sem seqüelas da Hepatite A. Os pacientes mais idosos e/ou com patologias prévias graves são os mais propensos a ter hepatite grave.

Quando não ocorre a cura completa, há risco de progredir para formas prolongadas (mais de seis meses). Mesmo nestes casos a doença é autolimitada, isto é, evolui para a cura e não deixa seqüelas.

A complicação mais temida da Hepatite A é a hepatite fulminante (necrose hepática maciça) que pode levar à morte, mas que é rara felizmente.


COMO É DIAGNOSTICADA A DOENÇA?

O diagnóstico clínico (interpretação dos sintomas relatados pelo paciente e dos sinais identificados no exame físico) leva à suspeita de hepatite, porém a confirmação será laboratorial, através da constatação do aumento de transaminases e bilirrubinas.

A história relatada pelo paciente poderá sugerir ao médico qual tipo de vírus pode estar causando a hepatite. Por exemplo, uma história de outros casos na mesma comunidade sugere hepatite A; já uma história de transfusão sangüínea sugere hepatite B ou C. Porém, para confirmação do agente etiológico, isto é, o tipo de vírus que está causando a hepatite, deverá ser solicitado uma sorologia.


COMO SE PODE EVITAR A HEPATITE A?


É fundamental o hábito das boas práticas de higiene pessoal, com a lavagem rigorosa das mãos após o uso do banheiro, após a troca de fraldas, na preparação dos alimentos, antes de se alimentar, etc.

Deve-se tomar cuidado com os alimentos crus. O cozimento adequado ou desinfecção (uso de cloro) são necessários.

Também essenciais são as medidas de saneamento básico, com sistemas de água tratada e esgoto.Veja neste site, em "Material Educativo" os itens "A Água que Bebemos - Orientações Importantes para Obtenção de Água Potável" e "Tipos de Esgotamento".




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