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CONCEITO
É uma doença infecciosa
aguda, febril e de comprometimento sistêmico, causada
por uma bactéria (Salmonella typhi) que é
eliminada principalmente através das fezes, mas também
pela urina de pessoas contaminadas (doentes ou portadores).
COMO SE ADQUIRE A FEBRE TIFÓIDE?
Ela é adquirida por via oral devido ao consumo de
água ou alimentos contaminados, seja por falha (ou
inexistência) de saneamento básico, falta de
higiene pessoal ou preparo inadequado dos alimentos.
QUE ALIMENTOS PODEM TRANSMITI-LA?
Praticamente todos os alimentos podem transmitir a doença.
Leite, sorvetes, cremes, iogurtes e outros laticínios,
constituem excelentes meios de transmissão (a bactéria
chega a sobreviver dois meses na manteiga, por exemplo).
A sobrevida da bactéria também é grande
em ostras, mariscos e outros moluscos. - Veja em "Material
Educativo", o item "Regras
de Ouro da OMS para a Preparação Higiênica
dos Alimentos".
COMO A ÁGUA É CONTAMINADA?
A água pode ser contaminada em qualquer ponto do
seu trajeto, desde o manancial até o domicílio.
No encanamento a contaminação pode ocorrer
por rachaduras nos canos, pressão negativa devido
a interrupções no fornecimento de água,
poluição por água de superfície,
fossas mal construídas e canos de esgoto deficientes.
A água do poço pode ser contaminada por falta
de fechamento apropriado do mesmo, por águas de chuva
que vêm pelo chão invadindo o poço caso
ele tenha sido construído fora dos padrões
adequados ou, ainda, por contaminação do lençol
d'água.
Quando a cloração da água encontra-se
adequada (quantidade de cloro e tempo suficiente de contato)
não há perigo de infecção por
Febre Tifóide. Veja em "Material
Educativo", o item "A
Água que Bebemos - Orientações Importantes
para Obtenção de Água Potável".
COMO OS ALIMENTOS SÃO CONTAMINADOS?
Os alimentos podem ser contaminados de várias formas,
entre as quais destacam-se: a água contaminada utilizada
para irrigação, a utilização
de fezes humanas como fertilizante, a manipulação
por parte de doentes ou portadores com inadequados hábitos
de higiene pessoal e o contato de insetos que atuam como
vetores depositando os microorganismos nos alimentos.
QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
Após um período de incubação
(tempo decorrido entre a contaminação e o
início dos sintomas) de mais ou menos 2 semanas,
surge febre, geralmente alta, acompanhada de dor de cabeça,
mal-estar geral, astenia (cansaço), aumento do baço
e dor abdominal. Poderá ocorrer, sobretudo em crianças,
diarréia, sendo freqüente, entretanto, a constipação
intestinal (prisão de ventre).
Em alguns doentes nota-se o aparecimento de exantema (manchas
ou pápulas) de 1 a 5 mm de diâmetro, em ombros,
tórax e abdome, raramente envolvendo membros; são
as roséolas tíficas. Pode-se observar também
a presença da dissociação pulso-temperatura
(freqüência de pulso normal em presença
de febre elevada).
Atualmente este quadro clássico completo é
de observação rara, sendo mais freqüente
um quadro em que a febre é a manifestação
mais expressiva (de início abrupto se repetindo por
dias consecutivos), acompanhada por alguns dos sinais e
sintomas citados anteriormente. Como a doença tem
uma evolução gradual (embora seja uma doença
aguda), a pessoa afetada é muitas vezes medicada
com antibiótico simplesmente por estar apresentando
uma febre de etiologia não conhecida. Dessa forma,
o quadro clínico não se apresenta claro e
a doença deixa de ser diagnosticada precocemente.
QUE TIPOS DE COMPLICAÇÕES
PODEM SURGIR?
A complicação mais freqüente é
a hemorragia intestinal (ocorre em 3% a 10% dos casos),
podendo haver perfuração intestinal (3% dos
casos). Esta última é a complicação
mais temida, devido à sua gravidade, surgindo por
volta do vigésimo dia da doença, particularmente
nas formas graves e tardiamente diagnosticadas.
Vários órgãos e tecidos podem ser atingidos
por complicações da febre tifóide,
no entanto, isso não ocorre de forma habitual e sim
ocasionalmente.
QUE EXAMES CONFIRMAM A DOENÇA?
O diagnóstico laboratorial baseia-se no isolamento
e identificação da Salmonella typhi, que rotineiramente,
é feito através do sangue (Hemocultura) e
das fezes (Coprocultura).
O exame de Reação de Widal, embora muito realizado
em nosso meio, não é indicado atualmente,
já que não é suficiente para confirmar
ou descartar um caso - consiste em contagem de anticorpos
e não em isolamento do agente, podendo seu resultado
sofrer interferência de uma série de fatores,
o que dificulta sua interpretação.
QUAL É
O TRATAMENTO?
O tratamento é quase sempre ambulatorial, reservando-se
a internação para os casos de maior gravidade.
Além do tratamento de suporte para se manter estável
o estado geral do paciente, deve-se proceder ao tratamento
específico com antibioticoterapia adequada, que é
feita, preferencialmente, com Cloranfenicol, considerada
a droga de primeira escolha em caso de febre tifóide.
Outros antimicrobianos, porém, podem ser escolhidos
em casos de doenças que contra-indiquem o uso de
Cloranfenicol ou no caso de resistência bacteriana.
Para maiores detalhes quanto a exames laboratoriais e tratamento
consultar o "Manual Técnico"
sobre Febre Tifóide.
UMA PESSOA PODE TRANSMITIR A FEBRE
TIFÓIDE SEM MANIFESTAR A DOENÇA?
Sim, este é o chamado portador, o qual é definido
como o indivíduo que após enfermidade clínica
(com sintomas) ou subclínica (sem sintomas), continua
eliminando bacilos por vários meses. Desempenha importante
papel na manutenção e disseminação
da doença, particularmente no caso de manipuladores
de alimentos. Sabe-se que 2 a 5% dos pacientes após
a cura se transformam em portadores (a maioria dos casos
são mulheres adultas).
OBSERVAÇÃO - A Febre Tifóide
é uma doença de notificação
compulsória e, portanto todo caso suspeito deve ser
investigado por profissionais de Saúde Pública.
Veja neste site"Manuais Técnicos",
e em seguida "Febre Tifóide".
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EM
CASO DE FEBRE PROCURE ASSISTÊNCIA MÉDICA
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