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CONCEITO
É uma doença que se caracteriza
pela diminuição da consistência das
fezes e/ou aumento no número de evacuações.
É com freqüência acompanhada de febre,
vômito e dor abdominal. Algumas vezes pode apresentar
muco e sangue (disenteria). Em geral é autolimitada,
ou seja, tende a curar-se espontaneamente. Os mais acometidos
são as crianças menores de cinco anos, residentes
em áreas carentes de saneamento básico e reduzida
condição sócio-econômica.
TEMPO DE DURAÇÃO
Em geral, ocorrem de 2 a 14 dias e sua gravidade depende
da presença e intensidade da desidratação,
principalmente quando associadas à desnutrição.
ASPECTOS CLÍNICOS:
A diarréia aguda pode ser provocada por:
a) BACTÉRIAS
- Desencadeiam mecanismos diferentes, podendo produzir
toxinas ou criar lesões nas células intestinais.
As bactérias que mais causam diarréias em
crianças são: Shigella, Salmonella
e E.coli enteropatogênica.
b) VÍRUS
- Produzem diarréia autolimitada. As complicações
que ocorrem estão relacionadas ao estado nutricional
do indivíduo. Acontecem mais em crianças que
já foram desmamadas. Os rotavírus se encontram
em terceiro lugar como causas de diarréia no Brasil.
c) PARASITAS
- Vivem normalmente no intestino especialmente dos indivíduos
com precárias condições higiênico-sanitárias.
Podem causar infecção por um agente isolado,
assim como por dois ou mais associados. Estas parasitoses
podem ocasionar diarréia aguda, repetidos episódios
ou não provocar qualquer tipo de manifestação.
No Brasil as amebas, giárdia e lombrigas são
as parasitas de maior representação.
É importante lembrar que além
destes agentes algumas substâncias tóxicas
presentes nos alimentos, produzidas por plantas e micróbios
e, substâncias químicas como praguicidas, aditivos
alimentares, antibióticos e hormônios podem
desenvolver casos de diarréia aguda. Cabe lembrar
que o excesso de cloro na água também pode
ocasionar diarréia.
Outra causa de diarréia aguda,
a qual é relativamente comum em recém nascidos
ou crianças pequenas, é a ocasionada por erro
alimentar. Isso pode ocorrer devido à simples utilização
de um leite integral ou ao emprego prematuro de determinados
alimentos na dieta alimentar do bebê. Outros exemplos
de erro alimentar são: a superalimentação
e a intolerância alimentar a certos tipos de alimentos,
que podem ocorrer também em adultos.
A transmissão
ocorre principalmente:
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Pela ingestão de água
contaminada pelas fezes de doentes.
Ingestão de alimentos contaminados pela água,
mãos contaminadas de doentes ou utensílios
contaminados.
Por fezes de pessoas, que embora não doentes,
sejam portadoras de algum agente.
Objetos contaminados como as mamadeiras, chupetas
ou brinquedos.
Moscas e outros insetos que transportam os microrganismos
para os alimentos.
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O TRATAMENTO DA
DIARRÉIA:
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O uso da reidratação
oral: como em geral as diarréias ocasionam
a desidratação, a melhor forma de tratamento
destes agravos é a reposição
de água, sais minerais e açúcar
perdidos nas evacuações ou nos vômitos.
Este tratamento é feito com os Sais de Reidratação
Oral (SRO) disponíveis nas Unidades de Saúde.
O aleitamento materno deve ser mantido assim como
a alimentação habitual das crianças
e dos adultos, para evitar maior deficiência
nutricional e proporcionar a manutenção
e renovação das células intestinais.
Aumentar a ingestão de sucos, sopas e líquidos
em geral e oferecer várias vezes em pequenas
quantidades.
Evitar a ingestão de refrigerantes porque não
é adequada como fonte de hidratação,
podendo ocasionar até a piora da diarréia.
Os líquidos de reidratação oral
não substituem a alimentação.
Ficar atento à presença de sinais de
desidratação como: beber rápida
e avidamente, olhos fundos, lágrimas ausentes,
boca e língua secas e/ou irritação.
Nesses casos, procurar atendimento num serviço
de saúde.
O uso de medicamentos é contra-indicado, pois
eles podem provocar sonolência, prejudicando
a tomada do soro oral e da alimentação
e inibir a movimentação intestinal prolongando
o quadro de diarréia.
Os antibióticos são usados apenas sob
prescrição médica e são
indicados somente em diarréias com sangue ou
nos casos graves de cólera.
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MEDIDAS DE PREVENÇÃO
a) COLETIVAS:
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Garantir boa qualidade de água
para consumo humano. Veja neste site, em "Material
Educativo", o item "A
Água que Bebemos - Orientações
Importantes para Obtenção de Água
Potável".
Oferecer um sistema de esgoto sanitário adequado.
Onde não existir esgotamento sanitário,
enterrar as fezes longe das fontes de água,
poços e mananciais. Ver em "Material
Educativo" o item "Tipos
de Esgotamento".
Manter rigorosa coleta de lixo, deixando recipientes
tampados e afastados dos locais de abastecimento de
água e evitar o acúmulo de lixo, pois
isso facilita a presença e proliferação
de vetores (moscas, ratos, baratas etc.).
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b) INDIVIDUAIS:
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Incentivo ao aleitamento materno.
Manter higiene pessoal.
Cozinhar bem os alimentos e consumi-los imediatamente.
Armazenar cuidadosamente os alimentos cozidos.
Reaquecer bem os alimentos cozidos.
Evitar o contato entre alimentos crus e cozidos.
Lavar as mãos constantemente.
Manter limpas todas as superfícies da cozinha.
Manter os alimentos fora do alcance de insetos, roedores
e
outros animais.
Veja neste site, em "Material
Educativo", o item "Regras
de Ouro da OMS para a Preparação Higiênica
dos Alimentos".
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EM
CASO DE DIARRÉIA PROCURE ASSISTÊNCIA
MÉDICA
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