SECRETARIA DE
SAÚDE E DEFESA CIVIL

 
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Orientação e Curiosidade


Orientações Gerais e Cuidados na Obtenção e Uso de Plantas Medicinais


No trabalho com plantas medicinais, algumas questões devem estar bem estabelecidas, seja para uso em prescrições ou para a orientação no uso domiciliar.

a) Coleta direta e Colheita

A planta a ser usada deve ter procedência conhecida e segura, feita por pessoa capacitada para o reconhecimento correto da espécie.

Ter atenção ao local da coleta. Evitar proximidades de esgotos, águas poluídas e margens de estradas. Geralmente, nestes locais, as plantas absorvem a poluição e estarão contaminadas.

Quando cultivadas devemos estar seguros de que não foram utilizadas substâncias tóxicas, ou fontes de água contaminada para o seu desenvolvimento.

Ao coletar folhas, devem ser desprezadas as que estiverem furadas, mofadas ou com outras alterações.

Para obtenção de cascas, estas devem ser retiradas das árvores em pequenos pedaços e apenas de um lado do tronco para preservar a espécie. Nunca retirar casca circundando toda à volta do tronco pois poderá resultar na morte da planta.

As melhores horas para coleta e colheita são as da manhã, após secar o orvalho, e ao fim da tarde em dias de sol. Cada espécie tem uma especificidade quanto ao cultivo e colheita que devem ser aprofundados por quem trabalha na área.

b) Adquiridas no comércio:

Cuidado ao adquirir plantas usando o nome popular. Plantas diferentes podem ter o mesmo nome, causando confusão.

Verificar as condições de apresentação (se estão mofadas, se apresentam insetos ou outras impurezas, se apresentam condições de reconhecimento e integridade do material ).

Devem ter características de cor e aroma conservados.

De preferência, devem ser adquiridas de fornecedor conhecido e que apresente nomenclatura botânica e comum, data de colheita e prazo de validade.

c) Processo de secagem:

Varia de acordo com a parte da planta e técnica utilizadas, de modo a evitar mofo, insetos e garantir uma melhor concentração dos princípios ativos. Por exemplo:

Flores e folhas - devem ser secas à sombra, em local ventilado, em camadas finas.

Cascas - lavadas em água corrente, raspadas e secas ao sol.

Raízes - lavadas em água correntes e secas ao sol. Se muito grossas, devem ser cortadas em rodelas de cerca de 1,5 cm.

Sementes - obtidas de frutos maduros e sadios, lavados e secos ao sol. Quando não for possível a secagem natural, pode ser feita em estufas, não ultrapassando 40º C.

As plantas secas devem ser reduzidas a pequenos pedaços, com exceção das sementes, e acondicionadas em vidros limpos secos com tampa e guardados ao abrigo do sol.

No processo de secagem correto, as plantas secas mantêm a cor e o aroma e devem estar livres de impurezas ou mofo.

d) Orientações para uso:

Como com qualquer outro medicamento, deve ser desestimulado o uso indiscriminado de plantas medicinais e a automedicação. A planta medicinal também pode fazer mal.

Evite utilizar uma mesma planta por período superior a 30 dias.
As doses a serem utilizadas variam de acordo com a planta e com a patologia a ser tratada. Como com qualquer outro medicamento as doses preconizadas não devem ser ultrapassadas.

As crianças e os idosos são mais susceptíveis a intoxicação, e portanto as doses para esses grupos muitas vezes devem ser adaptadas.

Na gestação, de um modo geral, deve-se evitar o uso indiscriminado de plantas medicinais, principalmente, durante o primeiro trimestre. Muitas plantas possuem efeitos abortivos e teratogênico(que podem causar lesões no feto).

Além disso, nem todas as plantas possuem virtudes medicinais. Existem ainda, as que são tóxicas ou potencialmente venenosas.
A correta identificação da espécie a ser utilizada é de fundamental importância para evitar acidentes e para ter os resultados terapêuticos esperados.

O chá deve ser preparado corretamente para que conserve a atividade terapêutica.