Qualquer pessoa pode ser potencial doador de órgãos, desde que diagnosticada a morte encefálica. Diferente do estado de coma, na morte encefálica o cérebro cessa todas as suas funções e, posteriormente, param todos os outros órgãos. Este é o instante em que se deve decidir pela doação ou não.
COMO DOAR?
Para ser doador, é necessário informar a sua família sobre o seu desejo em doar seus órgãos. De acordo com a medida provisória nº 1.959-27/2000, a família do doador deverá ser consultada quanto ao desejo ou não de doar os órgãos e tecidos de seu parente. Por isso, para que seu desejo seja respeitado, é importante informar a sua família qual a sua posição em relação à doação de órgãos. O debate sobre este assunto deve ocorrer dentro de casa, e a conscientização para a doação deve começar desde criança. Lembre-se de que milhares de pessoas dependem da nossa solidariedade para sobreviver.
É IMPORTANTE LEMBRAR!
• Qualquer pessoa pode ser doadora, desde que seu desejo tenha sido expresso à sua família e esta autorize a doação;
• Morte cerebral é definitiva. O diagnóstico é fornecido por dois médicos, de diferentes áreas, confirmado com exames complementares;
• O CENTRAL DE TRANSPLANTES sempre consulta a família para autorizar a doação;
• A lista única assegura a seriedade e a transparência do processo;
• A doação de órgãos não causa nenhuma deformidade no corpo do doador falecido.
• Existe também a doação inter-vivos, realizada entre pessoas que possuem parentesco de até 4º grau. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado e parte da medula óssea.
PARA QUEM PRECISA DE TRANSPLANTE
O paciente que necessitar de algum desses tipos de transplante deve se dirigir ao centro de transplante mais próximo de sua residência, para marcar uma consulta de avaliação e, após a realização de alguns exames, será encaminhado para inscrição na lista única de espera no transplante pretendido na CENTRAL DE TRANSPLANTES.
A lista única de candidatos a transplante é organizada por ordem de inscrição segundo o tipo sangüíneo do receptor e o órgão ou tecido a ser transplantado. Segundo a portaria 1.160, de 29 de maio de 2006, modificou-se o critério tempo pelo de gravidade na fila única para transplante de fígado, de acordo com o índice MELD dos pacientes.
Mesmo com essa modificação, cada paciente inscrito para o transplante recebe um número e sua posição na lista pode ser acompanhada a qualquer momento, caracterizando a transparência e o princípio democrático e humanitário desta organização. Para tal, deve ir à Central da CENTRAL DE TRANSPLANTES (ver endereço no final) e, ao se identificar, receberá uma certidão que informará a sua posição na lista. Caso não possa ir até a Central, deverá constituir procurador para fazê-lo e, se for menor de idade, o responsável poderá obter a informação da sua posição na lista.
TIPOS DE TRANSPLANTES
Os órgãos e tecidos doados são implantados em centros de transplantes credenciados e autorizados pelo Sistema Nacional de Transplante do Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil. Podem ser transplantados:
- Coração ou Válvulas Cardíacas;
- Córneas;
- Fígado;
- Medula Óssea;
- Ossos;
- Pâncreas;
- Pele;
- Pulmões;
- Rins.
DÚVIDAS FREQUENTES:
- Como se procede a troca de médico para córnea?
Recomenda-se ir ao médico escolhido, que irá fazer uma ficha com a nova identificação. Esta ficha deverá ser enviada ao CENTRAL DE TRANSPLANTES pelo próprio médico, para a troca no nosso sistema.
- Qual o tempo de duração dos órgãos e tecidos, após a retirada
Coração – 4h
Córnea – 6 h
Fígado – 8h
Pâncreas – 24h
Pulmão – 8h
Rim – 24h
- Como fazer a transferência para a fila de transplante em outros estados?
A CENTRAL DE TRANSPLANTES fornecerá a declaração de que o paciente está devidamente inscrito na Central, que deverá ser entregue pelo paciente para a Central onde gostaria de ser transferido.
- Até quantos transplantes um paciente tem direito de fazer
Os pacientes têm direito a um transplante por vez. Caso precise de outro, será necessária uma nova inscrição. Há exceção para os casos de urgência zero, onde os pacientes tornam-se receptores do próximo órgão ou tecido disponível para transplante.
- Qual a previsão de espera na fila para transplante?
Não há como prever o tempo de espera na fila já que, para que haja o transplante, deve-se necessariamente haver a doação. Por isso a importância da conscientização da população, pois a única forma de diminuir a fila para transplantes é aumentando o número de doações.
MAIS INFORMAÇÕES:
CENTRAL DE TRANSPLANTES DO RIO DE JANEIRO- IASERJ
Rua Henrique Valadares 107
Centro – Rio de Janeiro
Tels.: (0xx21) 2221-4409 / 2299-9945 / 2299-9946
E-mail: transplantes@saude.rj.gov.br |