SECRETARIA DE
SAÚDE E DEFESA CIVIL

 
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  ATENÇÃO À SUA SAÚDE  
     
          TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS HUMANOS:  
          esperança para continuar a viver

CENTRAL DE TRANSPLANTES: 10 anos celebrando a vida!

 
     
 

A CENTRAL DE TRANSPLANTES começou suas atividades em outubro de 1997, inicialmente como programa. Mais tarde tornou-se Central Estadual de Transplantes, de acordo com a Resolução SES Nº 2.535/2004. Em 2007 comemora 10 anos, sempre celebrando a vida!

A Central Estadual de Transplantes tem como função a implementação e coordenação do processo de transplantação de órgãos e tecidos no Estado do Rio de Janeiro, envolvendo desde a captação de órgãos e tecidos e a seleção de receptores, até o transplante propriamente dito, obedecendo aos critérios da lista única estadual. Funciona 24 horas por dia, em regime de plantão, e possui em seus quadros equipes multidisciplinares formadas por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, entre outros.

Após avaliação clínica e legal da morte encefálica do doador, a equipe da CENTRAL DE TRANSPLANTES faz abordagem à família para permissão da doação de órgãos. Esta abordagem é realizada de maneira ética, respeitando as crenças e os desejos de cada família, como recomenda o Conselho Federal de Medicina.

Caso a família dê o consentimento para a doação, a equipe da CENTRAL DE TRANSPLANTES entra em contato com as equipes cirúrgicas dos vários tipos de transplante, para o início do procedimento de retirada dos órgãos e tecidos, acompanhamento e assessoramento do ato cirúrgico, e a conseqüente preservação e distribuição de órgãos e tecidos.

Para agilizar a captação de órgãos e tecidos no país, o Ministério da Saúde instaurou a portaria GM 905 de 16/08/2000, que “estabelece a obrigatoriedade da existência e efetivo funcionamento da Comissão Intra-hospitalar de Transplantes passa a integrar o rol das exigências para cadastramento de Unidades de Tratamento Intensivo do tipo II e III, estabelecidos pela Portaria GM nº 3.432 de 12 de agosto de 1998 e para inclusão de Hospitais no Sistema de Referência Hospitalar em atendimento de Urgências e Emergências nos tipos I, II e III fixados pela Portaria GM nº 479 de 15 de abril de 1999”.

O objetivo da CIHDOTT (Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes) é a eficácia e agilidade na detecção do provável doador, bem como o cumprimento dos critérios de morte encefálica e sua manutenção hemodinâmica.

O QUE FAZER PARA DOAR ÓRGÃO DE UM PACIENTE OU PARENTE

Por lei, toda morte cerebral deve ser comunicada pelo médico à família da vítima e a CENTRAL DE TRANSPLANTES. Basta ligar para os telefones: (0xx21) 2221-4409 / 2299-9945 / 2299-9946 para chamar a equipe de coleta. Portanto, médico ou familiar, faça a sua parte. A lista de espera por um transplante é grande!

VEJA TODO O CAMINHO ATÉ CHEGAR AO TRANSPLANTE:


 
  É IMPORTANTE LEMBRAR!  
 

Qualquer pessoa pode ser potencial doador de órgãos, desde que diagnosticada a morte encefálica. Diferente do estado de coma, na morte encefálica o cérebro cessa todas as suas funções e, posteriormente, param todos os outros órgãos. Este é o instante em que se deve decidir pela doação ou não.

COMO DOAR?

Para ser doador, é necessário informar a sua família sobre o seu desejo em doar seus órgãos. De acordo com a medida provisória nº 1.959-27/2000, a família do doador deverá ser consultada quanto ao desejo ou não de doar os órgãos e tecidos de seu parente. Por isso, para que seu desejo seja respeitado, é importante informar a sua família qual a sua posição em relação à doação de órgãos. O debate sobre este assunto deve ocorrer dentro de casa, e a conscientização para a doação deve começar desde criança. Lembre-se de que milhares de pessoas dependem da nossa solidariedade para sobreviver.

É IMPORTANTE LEMBRAR!

• Qualquer pessoa pode ser doadora, desde que seu desejo tenha sido expresso à sua família e esta autorize a doação;
• Morte cerebral é definitiva. O diagnóstico é fornecido por dois médicos, de diferentes áreas, confirmado com exames complementares;
• O CENTRAL DE TRANSPLANTES sempre consulta a família para autorizar a doação;
• A lista única assegura a seriedade e a transparência do processo;
• A doação de órgãos não causa nenhuma deformidade no corpo do doador falecido.
• Existe também a doação inter-vivos, realizada entre pessoas que possuem parentesco de até 4º grau. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado e parte da medula óssea.

PARA QUEM PRECISA DE TRANSPLANTE

O paciente que necessitar de algum desses tipos de transplante deve se dirigir ao centro de transplante mais próximo de sua residência, para marcar uma consulta de avaliação e, após a realização de alguns exames, será encaminhado para inscrição na lista única de espera no transplante pretendido na CENTRAL DE TRANSPLANTES.

A lista única de candidatos a transplante é organizada por ordem de inscrição segundo o tipo sangüíneo do receptor e o órgão ou tecido a ser transplantado. Segundo a portaria 1.160, de 29 de maio de 2006, modificou-se o critério tempo pelo de gravidade na fila única para transplante de fígado, de acordo com o índice MELD dos pacientes.

Mesmo com essa modificação, cada paciente inscrito para o transplante recebe um número e sua posição na lista pode ser acompanhada a qualquer momento, caracterizando a transparência e o princípio democrático e humanitário desta organização. Para tal, deve ir à Central da CENTRAL DE TRANSPLANTES (ver endereço no final) e, ao se identificar, receberá uma certidão que informará a sua posição na lista. Caso não possa ir até a Central, deverá constituir procurador para fazê-lo e, se for menor de idade, o responsável poderá obter a informação da sua posição na lista.

TIPOS DE TRANSPLANTES

Os órgãos e tecidos doados são implantados em centros de transplantes credenciados e autorizados pelo Sistema Nacional de Transplante do Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil. Podem ser transplantados:

  • Coração ou Válvulas Cardíacas;
  • Córneas;
  • Fígado;
  • Medula Óssea;
  • Ossos;
  • Pâncreas;
  • Pele;
  • Pulmões;
  • Rins.

 

DÚVIDAS FREQUENTES:

  • Como se procede a troca de médico para córnea?

Recomenda-se ir ao médico escolhido, que irá fazer uma ficha com a nova identificação. Esta ficha deverá ser enviada ao CENTRAL DE TRANSPLANTES pelo próprio médico, para a troca no nosso sistema.

  • Qual o tempo de duração dos órgãos e tecidos, após a retirada

Coração – 4h
Córnea – 6 h
Fígado – 8h
Pâncreas – 24h
Pulmão – 8h
Rim – 24h

  • Como fazer a transferência para a fila de transplante em outros estados?

A CENTRAL DE TRANSPLANTES fornecerá a declaração de que o paciente está devidamente inscrito na Central, que deverá ser entregue pelo paciente para a Central onde gostaria de ser transferido.

  • Até quantos transplantes um paciente tem direito de fazer

Os pacientes têm direito a um transplante por vez. Caso precise de outro, será necessária uma nova inscrição. Há exceção para os casos de urgência zero, onde os pacientes tornam-se receptores do próximo órgão ou tecido disponível para transplante.

  • Qual a previsão de espera na fila para transplante?
Não há como prever o tempo de espera na fila já que, para que haja o transplante, deve-se necessariamente haver a doação. Por isso a importância da conscientização da população, pois a única forma de diminuir a fila para transplantes é aumentando o número de doações.

MAIS INFORMAÇÕES:
CENTRAL DE TRANSPLANTES DO RIO DE JANEIRO- IASERJ
Rua Henrique Valadares 107
Centro – Rio de Janeiro
Tels.: (0xx21) 2221-4409 / 2299-9945 / 2299-9946
E-mail: transplantes@saude.rj.gov.br

 
     
 
Transplante Renal
- Hospital Universitário Pedro Ernesto – Rio de Janeiro - Hospital Universitário Antônio Pedro – Niterói
- Hospital Universitário Clementino Fraga Filho – Rio de Janeiro - Hospital Escola Álvaro Alvim –
Campos
- Hospital Geral de Bonsucesso –
Rio de Janeiro
- Hospital São José do Avaí -
Itaperuna
- Hospital Ferreira Machado –
Campos
 
Transplante Cardíaco e Válvula Cardíaca 
- Hospital Universitário Pedro Ernesto – Rio de Janeiro
- Instituto Estadual de Cardiologia Aloísio de Castro
- Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - Rio de Janeiro
- Hospital São José do Avaí – Itaperuna – RJ
Transplante de Córnea 
- Centro Oftalmológico de Botafogo – Rio de Janeiro - Hospital dos Servidores do Estado – Rio de Janeiro
- Hospital da Piedade – Rio de Janeiro - Hospital Geral de Bonsucesso – Rio de Janeiro
- Hospital Geral de Ipanema – Rio de Janeiro - Hospital Escola Álvaro Alvim – Campos
- Hospital Ferreira Machado – Campos - Hospital São José do Avaí – Itaperuna
- Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - Rio de Janeiro - Hospital Universitário Pedro Ernesto – Rio de Janeiro
- Hospital Universitário Antônio Pedro – Niterói - Instituto de Medicina Nuclear e Endocrinologia - Campos
- Instituto Benjamim Constant – Rio de Janeiro   
 
     
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